“Rio, ruas e risos” é o título do primeiro disco que o letrista, cronista e médico psiquiatra carioca lançou. Foi em 1984. Na oportunidade, Aldir Blanc Mendes já era um nome muito conhecido pelos fãs de música brasileira, parceiro de João Bosco em incontáveis sucessos, entre eles “Incompatibilidade de gênios” e “Bala com bala”. Um artista das palavras. Em seus versos estão as particularidades das ruas, dos personagens, de homens e mulheres comuns. As cenas trágicas do cotidiano eram transformadas por Aldir em momentos de reflexão e humor.
Aldir Blanc nasceu há 80 anos, no Rio de Janeiro, no dia 2 de setembro de 1946. Foi um dos principais nomes da música brasileira de sua geração. Sua importância pode ser medida por quem faz música. O cantor e compositor Celso Viáfora afirmou: “Aldir, você não sabe a falta que você me faz. As letras todas que você gentilmente deu para todos nós, como caminho, como luz, e que me motivou a escrever outras mais”. João Bosco foi categórico: “Não existe João sem Aldir. Jamais”. Outro parceiro, o violonista Guinga, disse: “Aldir Blanc foi tudo para mim, na minha carreira musical. Eu o considero como um pai musical. Um artista raríssimo e um ser humano também raríssimo”.
No dia 2 de setembro, a Rádio Cultura Brasil prestou homenagem pelos 80 anos de nascimento de Aldir Blanc. Programação extensa que mede a importância de Aldir como compositor popular (que em 50 anos de carreira deixou mais de 600 músicas) e também como escritor (com crônicas publicadas em vários jornais do Rio de Janeiro e uma dezena de livros editados).
As edições do Música e Notícia, Galeria e Estúdio 77 trouxeram depoimentos de gente que ouvia suas músicas quando criança e nomes que conviveram de perto com Aldir. A lista é grande. Pela ordem: Pasquale Cipro Neto, Cristóvão Bastos, Celso Viáfora, Moacy Luz, Guinga, Luiz Fernando Vianna (autor do livro “Aldir Blanc – resposta ao tempo”), Ellen Oléria, Teresa Cristina, Maurício Pereira, Vítor Araújo e João Bosco.
No Contraponto, João Marcello Bôscoli relembrou histórias e compartilhou relatos sobre Aldir Blanc, pontuando com o repertório do artista gravado por sua mãe, como “Corsário”, “O bêbado e a equilibrista” e “O mestre-sala dos mares”.
O Discoteca celebrou o letrista com sambas, choros, boleros, valsas e baladas nas vozes de João Bosco, Chico Buarque, Elis Regina, Zizi Possi, Céu, MPB-4, Maria Bethânia e do próprio Aldir Blanc.
Para finalizar a homenagem, programa especial produzido e apresentado por estudantes de jornalismo, rádio, TV e internet. O perfil e a obra de Aldir Blanc na sensibilidade dos estagiários da emissora.
SERVIÇO
Rio, ruas e risos de Aldir Blanc – 80 anos de seu nascimento
Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Programação
Música e Notícia, com Laura Mayumi
Galeria, com Fabiana Ferraz
Estúdio 77, com Alexandre Ingrevallo
Contraponto, com João Marcello Bôscoli
Discoteca, com Teca Lima
Programa de estágio, com Giovanna Chaves
Rádio Cultura Brasil
FM 77,9 MHz
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