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Nesta semana (terça-feira, dia 17 de fevereiro), Chico Carvalho comentou no programa “Estação Cultura” sobre “Bartleby, o Escrivão”, novela do autor americano Herman Melville.
NARRADOR – O meu escritório ficava no andar de cima da Wall Street, em Nova Iorque. Eu sou um advogado, mas não é de mim que quero falar. Por isso, o meu nome não importa aqui, e essa apresentação já é suficiente: sou um advogado. Como tantos outros advogados, eu empregava em minha sala três funcionários. Eram copistas e escrivães, que cuidavam da parte burocrática dos documentos. O relato que se segue é sobre um desses funcionários. Ele se chamava Bartleby. Tenho comigo a obrigação moral de contar a história de Bartleby, caso contrário, temo eu, essa figura extraordinária corre o risco de sumir sem que ninguém saiba que um dia existiu. E isso me pesa na consciência.
Texto da Editora:
“Bartleby é um dos personagens mais enigmáticos da ficção moderna que, no dizer do filósofo francês Gilles Deleuze, ‘desafia toda a psicologia e a lógica da razão’. A famosa fórmula de resistência que o personagem oferece às ordens do advogado-patrão - "Acho melhor não" - e, mais tarde, de recusa ao próprio trabalho de escrivão e copista para o qual foi contratado, desperta uma sucessão tragicômica de acontecimentos. A cada resposta evasiva de Bartleby abre-se a fresta para a entrada do insólito nas atitudes e sentimentos despertados no dono do escritório, nos colegas de trabalho e até mesmo nas vizinhanças de Wall Street”.
O quadro encerra com a trilha sonora do filme "Mishima: uma vida em quatro tempos". 2 "25 de novembro: Ichigaya". Composição de Phillip Glass, interpretação do Quarteto Kronos.
“Bartleby, o Escrivão” é uma novela de Herman Melville. Uma publicação de 2005 da Editora Cosac & Naify. Tradução de Irene Hirsh.
O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3, de segunda a sexta-feira, às 10h. O programa é transmitido também no aplicativo Cultura Play.
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