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Nesta semana (terça-feira, dia 28 de julho), Chico Carvalho comentou no programa “Estação Cultura” sobre a peça de teatro “Fim de Partida”, do dramaturgo Samuel Beckett.
Beckett é um autor que escreve sob o impacto da guerra. Sua dramaturgia enxuga ao máximo o ímpeto de escrever alguma coisa que esconda significados complexos, preenchidos por psicologias elaboradas. E isso não é demérito nenhum, ao contrário. Com frases elípticas e diálogos sintéticos ele consegue desnudar o que desejamos esconder. É como um iceberg: Beckett mostra uma parte da montanha. O que está embaixo, a imensa sombra submersa, enxergamos nós.
Texto do portal Sesc, onde a peça esteve recentemente em cartaz com Marco Nanini no elenco:
“Escrita e montada originalmente na Europa pouco mais de uma década após o fim da segunda guerra, Fim de Partida é uma reação ao cenário de ruína física e simbólica, à falta de sentido em um mundo colapsado. A Europa, ainda sob os escombros, vivia uma profunda crise de identidade, social, política, existencial. No Brasil de 2025, ainda que em outro contexto, enfrentamos também uma espécie de colapso: polarizações, esgotamento institucional, solidão hiperconectada, guerras envolvendo comunidades vulneráveis, narcotráfico, milícias, desigualdades econômicas abissais, crise ambiental, ou seja, um mal-estar social persistente e uma sensação de fim”.
O quadro encerra com “Quarteto de cordas n. 6. 4 mov Serenata”, uma peça do compositor George Rochberg. Interpretação do Quarteto Concord.
“Fim de Partida” é uma peça de Samuel Beckett. Uma publicação da Editora Cosac&Naify. Tradução de Fábio de Souza Andrade.
Estação Cultura
De segunda a sexta, das 10h às 12h, na Cultura FM
Produção e reportagem: Cirley Ribeiro
Apresentação: Teca Lima
Rádio Cultura FM
103,3 MHz
https://cultura.uol.com.br/rad...
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