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Ela nasceu há 100 anos, nos Estados Unidos, em 4 de julho de 1925. Desde cedo, se interessou pela música e pela dança folclórica da Armênia, país de origem de sua família. Estudou música e teatro em universidades americanas e seguiu para Paris e Milão, onde estudou canto. Sua estreia oficial se deu nos anos 50, no Festival de Nápoles. Em seu artigo “A Nova Vocalidade”, ela incorpora à voz, uma gama infinita de tradições vocais, a história da música, além de aspectos do próprio som. Para ela, o cantor deveria se tornar compositor em sua performance, com uma voz tão flexível quanto as linhas e expressões de um rosto.
Cathy Berberian foi a mais destemida das cantoras. Sua voz única inspirou Igor Stravinsky, Luigi Nono, John Cage e Luciano Berio (com quem foi casada). Virtuose e versátil, tinha a voz como instrumento. Suas performances quase teatrais viraram lenda. Pioneira na arte vocal, cantora e também compositora, Cathy Berberian é a voz das vanguardas. Como a chamou Humberto Eco: Mgnificathy!
Nesta audição eu sua homenagem, Arrigo Barnabé apresenta a íntegra das “Folk Songs”, com arranjos de Berio (1964), e o LP “Beatles Arias” (1966) em que a cantora interpreta canções de Lennon e MaCartney em arranjos barrocos.
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