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Home office escancara desigualdades do mercado de trabalho

O home office, modalidade que se massificou durante a pandemia, escancarou as desigualdades existentes no mercado de trabalho.


21/09/2020 17h07

O home office, modalidade que se massificou durante a pandemia, escancarou as desigualdades existentes no mercado de trabalho. Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que esse tipo de trabalho é predominante entre brancos, profissionais mais bem qualificados e moradores do Sudeste.

Veja como o home office se distribui no Brasil de acordo com algumas características:

Por vínculo

O home office é desempenhado principalmente por trabalhadores do setor formal. Em julho, 84,1% dos trabalhadores executando suas tarefas remotamente estavam no setor formal, enquanto os 15,9% restantes estavam no informal.

  • Setor formal: 7,07 milhões de pessoas
  • Setor informal: 1,3 milhões de pessoas

Por tipo de ocupação

O estudo diz que trabalhadores em atividades de menor qualificação, como trabalhadores agrícolas, artesãos, operadores de máquinas, vendedores e trabalhadores do comércio, praticamente não estão trabalhando de forma remota. O mesmo ocorre com membros das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros.

Esse tipo de trabalho é predominante entre profissionais das ciências e intelectuais (51%). Diretores e gerentes, trabalhadores de apoio administrativo, técnicos e profissionais de nível médio e outras concentram 41% dos trabalhadores que estão atuando remotamente.

Por cor

A maioria das pessoas em trabalho remoto são brancas: 64,5%

Escolaridade

Segundo o Ipea, a característica que concentra o maior percentual de pessoas em trabalho remoto é a escolaridade. Mais de 70% das pessoas em trabalho remoto possuem nível superior completo.

Por Região

A maioria dos trabalhadores remotos encontra-se no Sudeste (57,9%), seguido de Nordeste (16,8%), Sul (14,8%), Centro-Oeste (7,5%) e, por fim, Norte (3,0%).

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