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Divulgação/Palácio do Planalto
Divulgação/Palácio do Planalto

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou em entrevista que o coronel Brilhante Ustra foi "um homem de honra, que respeitava os direitos humanos de seus subordinados". Ustra foi chefe do DOI-CODI, órgão usado na repressão política durante a ditadura militar, e foi condenado em 2008 por tortura.

"O que posso dizer sobre o homem Carlos Alberto Brilhante Ustra é que ele foi meu comandante no final dos anos 70 do século passado, e era um homem de honra e um homem que respeitava os direitos humanos de seus subordinados. Então, muitas das coisas que as pessoas falam dele, eu posso te contar, porque eu tinha uma amizade muito próxima com esse homem, isso não é verdade", afirmou o vice-presidente à alemã Deutsche Welle.

Assista ao trecho da entrevista:

Carlos Alberto Brilhante Ustra foi o primeiro oficial a ser condenado pelos crimes de tortura e sequestro na ditadura militar no Brasil (1964-1985). Conhecido pelo codinome Dr. Tibiriçá, Ustra comandou o DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna) entre 1970 e 1974. De acordo com a investigação da Comissão da Verdade, o órgão foi responsável por pelo menos 42 mortes e desaparecimentos sob a chefia do coronel. Durante a entrevista com Mourão, o repórter da DW também citou a denúncia feita no livro 'Brasil: Nunca mais' de que 502 pessoas foram torturadas pelo órgão.

Reações

As declarações de Hamilton Mourão geraram revolta nas redes sociais. O vereador Gilberto Natalini (PV-SP) afirmou pelo Twitter que foi uma das vítimas do coronel, a quem se refere como "torturador cruel e fascínora". 

O presidente da OAB, Felipe Santos Cruz, também se manifestou. O pai de Felipe, Fernando Santa Cruz, foi assassinado por agentes do governo em 1974.

Homenagens

Esta não é a primeira vez que um membro do governo Bolsonaro exalta o coronel. Em 2016, o então deputado Jair Bolsonaro dedicou seu voto a favor do impeachment de Dilma Roussef - também vítima de tortura durante a ditadura - à memória do militar. 

Já na presidência, em 2019, Bolsonaro recebeu a viúva de Ustra para um almoço no Palácio do Planalto, e afirmou que ele foi "um herói nacional".