Segundo um relatório da ONG Transgender Europe, um a cada três transexuais mortos no mundo é vítima no Brasil. Entre outubro de 2020 e setembro deste ano, 370 pessoas trans foram mortas no mundo no último ano, sendo 125 assassinatos do Brasil.
Em julho, a Associação de Travestis e Transexuais já havia notificado o assassinato de 80 pessoas no primeiro semestre de 2021. Segundo Saulo Ciasca, psiquiatra especializado em saúde pública LGBT, os números são resultado de um processo de estigma e discriminação.
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“Isso também pode fazer com que a própria pessoa trans internalize essas atitudes sociais negativas, e aí estamos falando de depressão, ansiedade e risco de suicídio, por exemplo”, disse Saulo ao Jornal da Tarde.
O coletivo "Mães por Diversidade", com sede em 18 estados do país, procura minimizar essa realidade, reunindo famílias de pessoas transexuais para trocar experiências.
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A presidente do coletivo, Maria Júlia Gomes, critica a fala de quem afirma que a transexualidade é uma escolha. “Quem escolheria ser segregado, torturado na família e evadido da escola por não aguentar o bullying?", questionou.
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