O presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou nesta terça-feira (30) sobre o Chile ter convocado o embaixador do Brasil em Santiago. A ação é um protesto contra as declarações a respeito do presidente Gabriel Boric. A declaração aconteceu durante sabatina organizada pelo Instituto União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) com candidatos à Presidência da República.
No último domingo, no debate da Band, Bolsonaro acusou Boric de "queimar o metrô" nos atos de 2019. “Se exagerei ou não, não deixei de falar a verdade”, afirmou.
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O presidente acusou Boric de estar por trás do incêndio de várias estações do Metrô de Santiago durante os protestos que começaram em 18 de outubro de 2019 e que pediam uma maior igualdade social.
"Lula apoiou o presidente do Chile também; o mesmo que praticava atos de tocar fogo em metrôs, e olha para onde está indo o nosso Chile", disse Bolsonaro, depois de enumerar o apoio de Lula a vários governos de esquerda na América Latina.
Em resposta, a chanceler Antonia Urrejola rebateu e disse que: "Consideramos essas acusações gravíssimas. Obviamente são absolutamente falsas e lamentamos que em um contexto eleitoral as relações bilaterais sejam aproveitadas e polarizadas por meio da desinformação e das notícias falsas".
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