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Para PF, general Augusto Heleno integrava um dos "núcleos de atuação do grupo criminoso" que tramava um golpe de EstadoEx-presidente foi proibido de deixar o país e de entrar em contato com outros suspeitos, além de ter passaporte apreendido. Saiba quem são os outros principais personagens alvejados por mandados de busca e de prisão.Nesta quinta-feira (08/01) a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Tempus Veritatis como parte de uma investigação sobre uma suposta organização criminosa que teria atuado no planejamento de uma tentativa de golpe de Estado, visando a manutenção no poder do então presidente Jair Bolsonaro.

O ex-presidente foi um dos alvos, tendo sido proibido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de deixar o país e de entrar em contato com outros alvos da mesma operação. Moraes também determinou a apreensão do passaporte do ex-presidente.

A PF cumpriu um total de 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva, além de 48 medidas cautelares. Saiba quem são alguns dos principais alvos da operação, além de Bolsonaro.

Alvos de mandados de prisão preventiva

Filipe Martins

Ex-assessor especial de Assuntos Internacionais de Bolsonaro, Filipe Martins foi preso na casa de sua namorada, em Ponta Grossa, Paraná.

Conhecido por suas posições radicais, entusiasta do escritor Olavo de Carvalho, mentor intelectual do bolsonarismo, Martins era uns dos mentores do chamado "gabinete do ódio" do Planalto, grupo que usava as redes sociais para difundir desinformações sobre adversários do ex-presidente.

A PF afirma, com base na delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que Martins seria autor de um primeiro esboço da chamada "minuta do golpe", um documento apresentado a Bolsonaro com propostas para subverter a ordem democrática. Esse texto teria sido discutido até mesmo com os comandantes das Forças Armadas.

O documento previa a prisão de diversas autoridades, incluindo a dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além da prisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Além de consultor de política internacional de Bolsonaro, o ex-assessor foi pivô de uma crise no governo por ter supostamente feito um gesto supremacista, flagrado durante uma transmissão ao vivo da TV Senado. Atualmente, ainda enfrenta um processo criminal por causa desse episódio.

Coronel Marcelo Costa Câmara

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, teve pedido de indiciamento pela CPMI dos atos golpistas por ter feito a intermediação de uma reunião de Walter Delgatti, o hacker da Vaza Jato, com membros do Ministério da Defesa.

Segundo o relatório final da CPMI, Câmara "era conhecedor e participante das tratativas" de um núcleo ligado a Bolsonaro que visava levar o hacker a invadir o sistema das urnas eletrônicas para descredibilizar o resultado eleitoral.

Câmara também é alvo de outras três investigações contra Jair Bolsonaro. Ele teria tomado parte em tratativas para se vender joias do acervo oficial da Presidência, é suspeito de participar da adulteração do cartão de vacina do ex-presidente, além de ser citado como um dos envolvidos no caso da "Abin paralela".

Além de Câmara e Filipe Martins, também foi preso o major das Forças Especiais do Exército Rafael Martins. Um mandato de prisão preventiva também foi emitido para Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército, que está nos Estados Unidos.

Alvos de mandados de busca e apreensão

General Walter Braga Netto

O militar da reserva Walter Souza Braga Netto foi ministro da Casa Civil e, posteriormente, ministro da Defesa do governo Bolsonaro. Nas eleições de 2022, foi candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro.

General Augusto Heleno

Militar da reserva, Augusto Heleno foi chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República durante os quatro anos do governo Bolsonaro.

Segundo a PF, Augusto Heleno integrava o grupo de "inteligência paralela" que seria um dos "núcleos de atuação do grupo criminoso" que tramava um golpe de Estado. De acordo com as investigações, seu núcleo realizava "coleta de dados e informações que pudessem auxiliar a tomada de decisões do então presidente da república, Jair Bolsonaro, na consumação do golpe de Estado".

Outro ponto de atuação seria o "monitoramento do itinerário, deslocamento e localização do ministro Alexandre de Moraes e de possíveis outras autoridades da República com objetivo de captura e detenção quando da assinatura do decreto de golpe de Estado"

Valdemar Costa Neto

Presidente do Partido Liberal (PL), sigla pela qual Bolsonaro disputou a reeleição à Presidência, Valdemar Costa Neto foi alvo de mandado de busca e apreensão, mas acabou sendo preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Ele integraria o núcleo politico da organização do suposto golpe de Estado, segundo a PF.

General Paulo Sérgio Nogueira

Paulo Sérgio Nogueira foi ministro da Defesa de Bolsonaro. Quando chefiava a pasta, foi responsável pela entrega ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de um relatório produzido pela equipe técnica das Forças Armadas sobre a urna eletrônica. O texto continha um alerta sobre suposta falha de segurança do sistema.

Mas as sugestões de correção feitas no texto contrariavam as conclusões das demais entidades fiscalizadoras, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que atestaram a segurança do sistema eleitoral em relação a qualquer irregularidade.

O episódio marcou uma das oportunidades durante a gestão de Nogueira em que o Ministério da Defesa expressou publicamente dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro, apesar de diversos pareceres em contrário.

Anderson Torres

Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres foi preso em janeiro de 2023, acusado de omissão e conivência diante do ataque de 8 de janeiro contra a Praça dos Três Poderes, após viajar ao exterior pouco antes do episódio, quando chefiava a Secretaria de Segurança Pública do DF.

Após quase quatro meses na prisão, saiu da cadeia em maio passado, em regime de liberdade provisória.

Tércio Arnaud Tomaz

Tércio Arnaud estava na casa de Bolsonaro em Angra dos Reis, juntamente com o ex-presidente, no momento da operação da PF. Ele teve seu celular apreendido.

Considerado um dos pilares do chamado "gabinete do ódio", trabalhou como assessor da Presidência durante toda a gestão passada. Ele despachava diariamente ao lado de Bolsonaro e também fazia a gestão das redes sociais do então presidente.

Em julho de 2020, foi alvo de uma ação do Facebook que removeu páginas ligadas a uma rede de perfis falsos e de disseminação de fake news.

Antes de integrar o governo, foi descoberto por Carlos Bolsonaro por administrar páginas de apoio ao ex-presidente, como a "Bolsonaro Opressor".

Outros alvos foram: almirante Almir Garnier Santos, general Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, Tércio Arnaud Tomaz, Ailton Gonçalves Moraes Barros, Amauri Feres Saad, Angelo Martins Denicoli, Cleverson Ney Magalhães, Eder Lindsay Magalhães Balbino, Guilherme Marques Almeida, Hélio Ferreira Lima, José Eduardo de Oliveira e Silva, Laércio Virgílio, Mario Fernandes, Ronald Ferreira de Araújo Júnior e Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros

md/le (ots)