Fundação Padre Anchieta

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Ouça o programa Intérprete completo:


  1. São 4 programas abordando diferentes aspectos da obra desse genial mestre da música.
    Nesse primeiro programa, que leva o título de “Fidelio: quatro aberturas para uma ópera”, vamos falar sobre a única incursão de Beethoven no gênero lírico.
    Mas antes vamos destacar alguns aspectos de sua biografia.

    Ludwig van Beethoven (Bonn, 17 de dezembro de 1770 — Viena, 26 de março de 1827) foi a ponte entre o Classicismo, no século XVIII, e o Romantismo, no século XIX.
    É um dos pilares da música ocidental: "O resumo de sua obra é a liberdade", observou o crítico alemão Paul Bekker, "a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida".
    Filho do segundo casamento de sua mãe, Maria Magdalena Keverich, com apenas 17 anos de idade, órfão da mãe, e filho de pai alcoólatra e violento, Beethoven teve que lutar contra muitas dificuldades financeiras durante toda sua vida.
    Apesar de nunca ter tido estudos muito aprofundados, ele sempre revelou um talento excepcional para a música, sendo inclusive apresentado como “O Novo Mozart”.
    No programa de hoje, o primeiro da nova série, vamos focalizar as quatro aberturas compostas por Ludwig van Beethoven para sua única ópera, “Fidelio”, originalmente intitulada “Leonore”, que teve sua estréia em Viena, em 1805.
    Aliás foi Felix Mendelssohn quem teve a idéia de apresentar, pela primeira vez, as quatro aberturas juntas em um único concerto, o que também estamos fazendo nesse primeiro programa da nossa série.

    O libreto de “Fidelio” conta como Leonore, disfarçada de guarda penitenciário com o nome de "Fidelio", resgata o marido Florestan da morte em uma prisão política.
    É uma história de sacrifício pessoal, heroísmo e triunfo, em perfeita consonância com os ideais de liberdade e justiça dos movimentos políticos contemporâneos na Europa.
    As 4 aberturas são conhecidas como Leonora n.º 1, Leonora n.º 2, Leonora n.º 3 e Abertura Fidélio, a definitiva que precede a ópera.
    A Abertura Leonora n.º 1 nunca foi ouvida, nunca foi tocada em vida de Beethoven, que a abandonou.
    Tudo indica que ela tenha sido composta para outro projeto, em 1803, tendo sido recuperada por Mendelssohn em 1836, após a morte de Beethoven portanto.
    Mendelssohn a fez ouvir, provavelmente pela primeira vez, num festival em Düsseldorf.
    É a mais curta das três e reflete uma escrita depurada, que integra a evocação do ambiente sombrio do cárcere que aprisiona Fidélio, na introdução lenta, seguida de um desenvolvimento dramático e um final triunfal.
    A Abertura Leonora n.1 tem, hoje, seu espaço próprio, como peça independente de concerto.


    Abertura Leonora n.º 1, op.138

    Abertura Leonora n.º 2, op.72ª

    Abertura Leonora n.º 3, op.72B

    Abertura Fidelio, op.72C

    Orquestra Filarmônica de Berlim.

  1. O programa "Intérprete" vai ao ar aos sábados, às 15h da tarde pela Rádio Cultura FM de São Paulo, 103.3. Curta nossa Página no Facebook.
  2. Apresentação: Jamil Maluf
  3. Produção: Sonia Maria de Lutiis
  4. Estágiaria em Produção: Jessica Gomes