Alguns entendem que “La Serva Padrona” (“A Criada Patroa”) está na origem da ópera bufa, forma musical que se desenvolverá durante a segunda metade do século dezoito, alcançando seu ponto culminante na obra de Rossini. Pergolesi, nesse trabalho, cria dezenas de temas espirituosos, sarcásticos, estereotipados e define os personagens pelas sonoridades. “La Serva Padrona”, que alterna recitativos, árias e duetos, tornou-se um verdadeiro manifesto, quando foi montada em Paris, no início de 1752, pela companhia de Bambini. Provocou então a famosa “querela dos bufões”, que opôs os partidários da música francesa (representada por Lully e Rameau) aos da música italiana.
Uberto, é um solteirão rico e rabugento cuja serva, Serpina, é engenhosa, dominadora e autoconfiante. Ela não hesita em se definir como "bela, graciosa, espirituosa", e é tão resoluta e determinada quanto Uberto é indeciso e vacilante. Serpina cuidou da casa de Uberto durante toda a sua vida, comportando-se como se fosse a dona da casa. Para impor sua autoridade e se vingar, o velho mestre anuncia um dia que quer se casar. Serpina fica com ciúmes e decide que a única solução é se tornar a sua futura esposa.
No elenco, Isabelle Poulenard e Philippe Cantor.
Conjunto Baroque Ensemble de Nice. Regência de Gilbert Bezzina
Teatro de Ópera
Domingo, 31 de Maio de 2026, às 15h00
Apresentação: João Marcos Coelho
Produção: Chico Carvalho
Montagem e sonoplastia: Roberto Rocha
Estágio em produção: Gustavo Bitencourt
Cultura FM
103,3 MHz
App: Cultura Play
www.cultura.fm.com.br
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