O número de novos estudantes cotistas nas universidades federais teve uma queda de 13%, o que representa a maior redução em dez anos, de acordo Censo da Educação Superior, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
Segundo o levantamento, 108,6 mil alunos cotistas ingressaram nas instituições federais em 2022, o que indica 16 mil a menos em relação a 2021.
Em entrevista ao O Globo, Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da USP, afirma que a falta de incentivo aos programas de permanência estudantil nas universidades federais é o principal fator que colabora para a diminuição.
Cara alega que é necessário iniciativas que auxiliem alunos cotistas nas ajudas de custo, como moradia e alimentação. “A cada ano que passa, os jovens ganham mais consciência que, se a universidade não garantir condições de permanência, eles terão um ingresso traumático. Não basta permitir a entrada, é preciso garantir a permanência”, completa o especialista.
Em nota, o Ministério da Educação declarou que está fortalecendo políticas públicas que visam colaborar com a permanência de alunos beneficiados pela Lei de Cotas, como o aumento na quantidade e no valor de bolsas de estudo.
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