Taxa de desemprego vai a 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, aponta IBGE
Dado mostra um aumento de 0,3 p.p. em relação ao trimestre anterior
27/02/2025 11h24
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,5% no trimestre terminado em janeiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). O dado foi divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número subiu 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, terminado em agosto, quando a taxa era de 6,2%.
Leia mais: Brasil abre 137 mil vagas de emprego em janeiro, diz Caged
É a segunda variação positiva em sequência, após o menor nível de desocupação da série histórica registrado no trimestre móvel de setembro a novembro (6,1%).
Além disso, esse é o menor índice para um trimestre encerrado em janeiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. A mesma taxa, de 6,5%, também foi registrada em 2014.
“A taxa de desocupação para este trimestre, de 6,5%, foi menor do que em 2024 no mesmo trimestre (7,6%), ou seja, houve grande evolução. No entanto, a variação de 0,3 pontos percentuais em relação ao trimestre terminado em outubro do ano passado foi a maior desde 2017 (0,8 p.p.), igualando 2019”, explicou William Kratochwill, analista da pesquisa.
Cerca de 7,2 milhões de pessoas estão desempregadas no Brasil, um crescimento de 5,3% na comparação com o trimestre anterior. O percentual corresponde a pelo menos 364 mil indivíduos sem ocupação.
No entanto, em comparação com o último trimestre (8,3 milhões), o número apresentou queda de 13,1% (menos 1,1 milhão de pessoas).
Já a população ocupada no Brasil ficou em 103 milhões, uma queda de 0,6% no trimestre (menos 641 mil pessoas). Em comparação com novembro de 2023 a janeiro de 2024, quando havia no Brasil 100,6 milhões de pessoas ocupadas, ocorreu alta de 2,4% (mais 2,4 milhões de pessoas).
Com isso, o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), atingiu 58,2%, uma redução de 0,5 ponto percentual ante o trimestre de agosto a outubro de 2024 (58,7%). Já em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (57,3%), esse indicador teve variação positiva de 0,9 p.p.
Entre os empregados com carteira assinada, o número de profissionais chegou a 39,3 milhões, uma estabilidade na comparação trimestral e cresceu 3,6% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
Os empregados sem carteira são 13,9 milhões, uma queda no trimestre (menos 553 mil pessoas) e crescimento de 3,2% (436 mil pessoas) no ano.
No setor público, o número de empregados (12,5 milhões) mostrou uma queda de 2,8% no trimestre e crescimento de 2,9% (352 mil pessoas) no ano.
Já os trabalhadores por conta própria são 25,8 milhões, o que representa estabilidade nas duas comparações.
Informalidade
A taxa de informalidade atingiu 38,3%, o equivalente a 39,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, o percentual era de 38,9% e, no mesmo período de 2024, de 39%.
Grupos de trabalho
Segundo a pesquisa, nenhum dos dez grupos de atividade registrou crescimento na ocupação frente ao trimestre móvel anterior.
Dois deles apresentaram redução: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou menos 469 mil pessoas) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,1%, ou menos 170 mil pessoas).
Em relação ao trimestre de novembro de 2023 a janeiro de 2024, cinco grupos registraram aumento em seu contingente de trabalhadores: Indústria Geral (2,7%, ou mais 355 mil pessoas), Construção (3,3%, ou mais 246 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,4%, ou mais 654 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,9%, ou mais 373 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais 523 mil pessoas). Os demais não tiveram variação significativa.
Rendimento médio
As pessoas ocupadas receberam cerca de R$ 3.343 por mês no trimestre terminado em janeiro, crescimento de 1,4% em relação ao trimestre encerrado em outubro e de 3,7% quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior.
Já a massa de rendimento real habitual (a soma das remunerações de todos os trabalhadores) atingiu R$ 339,5 bilhões, ficando estável no trimestre e crescendo 6,2% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano.
REDES SOCIAIS