O número de mortos em Mianmar após o registro de um terremoto de magnitude 7,7 subiu para 2.719, segundo informações divulgadas pela mídia chinesa nesta terça-feira (1º).
O tremor, que também foi fortemente sentido na Tailândia e na China, ocorreu na tarde de sexta-feira (28), pelo horário local — madrugada pelo horário de Brasília. O epicentro foi localizado a 16 km a noroeste da cidade de Mandalai, na região central.
Além da magnitude considerada alta, um dos fatores que agravaram as consequências da tragédia foi a pouca profundidade do epicentro, que ocorreu a 10 km do solo, o que faz com que seja sentido com mais intensidade.
Equipes resgataram uma mulher viva no meio dos escombros de um hotel em Mianmar três dias após o tremor, segundo informaram autoridades locais na segunda-feira (31). A sobrevivente foi retirada dos escombros após 60 horas presa sob o desabado Great Wall Hotel. No total, foram cinco horas de operação. A ação contou com autoridades chinesas, russas e locais, de acordo com uma publicação da embaixada chinesa no Facebook.
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Em Bangkok, capital da Tailândia, equipes de emergência retomaram no início da semana uma busca desesperada por 76 pessoas que acreditam estarem soterradas sob os escombros de um arranha-céu em construção que desabou.
O governador Chadchart Sittipunt declarou que, apesar do prazo estabelecido para encontrar pessoas vivas estar se aproximando do fim, eles não desistiram de procurar pelos cidadãos: "Detectamos sinais fracos de vida, e há muitas manchas". O número oficial de mortos na Tailândia era de 18 no domingo (30).
A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que está enviando suprimentos de socorro para cerca de 23.000 sobreviventes atingidos pelo terremoto no centro de Mianmar.
"Nossas equipes em Mandalay estão unindo esforços para ampliar a resposta humanitária, apesar de passarem pelo trauma elas mesmas", disse Noriko Takagi, representante da agência de refugiados da ONU em Mianmar.
Índia, China e Tailândia estão entre os vizinhos que enviaram materiais de socorro e equipes, juntamente com ajuda e pessoal da Malásia, Cingapura e Rússia. Os Estados Unidos prometeram US$ 2 milhões "por meio de organizações humanitárias baseadas em Mianmar".
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