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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (7) aumentar a taxa básica de juros de 14,25% para 14,75% ao ano. A alta representa um crescimento de 0,5 ponto percentual.

A decisão foi unânime entre os noves membros da instituição. Essa foi a sexta alta seguida da Selic.

“O Copom decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 14,75% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, explica o BC.

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Além disso, este é o maior patamar da taxa básica de juros para a economia brasileira em quase 20 anos. A taxa está no mesmo nível registrado em agosto de 2006, quando também estava em 14,75% ao ano.

Em nota, o Banco Central justificou que a incerteza na economia dos Estados Unidos

"O ambiente externo mostra-se adverso e particularmente incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente acerca de sua política comercial e de seus efeitos. A política comercial alimenta incertezas sobre a economia global, notadamente acerca da m​agnitude da desaceleração econômica e sobre o efeito heterogêneo no cenário inflacionário entre os países, com repercussões relevantes sobre a condução da política monetária", escreveu o Copom.

A instituição também fez uma análise sobre o cenário brasileiro: “Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho ainda tem apresentado dinamismo, mas observa-se uma incipiente moderação no crescimento. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta para a inflação”.

O Copom ainda afirmou que diminuiu a projeção para a inflação e prevê o IPCA em 3,6% em 2026.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária está marcada para os dias 17 e 18 de junho deste ano.