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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (7) um alerta sobre os riscos à saúde e aos cabelos relacionados ao uso de alisantes capilares, especialmente aqueles que contêm substâncias proibidas, como o formol e o ácido glioxílico.

Segundo o informe, os produtos irregulares podem causar desde irritações na pele, problemas respiratórios (tosse, falta de ar) devido à inalação de vapores, principalmente de formol e riscos de longo prazo, como o potencial cancerígeno do formol.

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Os produtos também causam problemas sérios aos cabelos:

Danos à parte interna do fio (córtex), com perda de queratina, reduzindo força e elasticidade.

Degradação da camada externa (cutícula), aumentando a porosidade e o frizz, dificultando a retenção de água e nutrientes.

Perda da oleosidade natural (lipídios), deixando os fios ressecados, sem brilho e vulneráveis a danos externos.

Combinação com descoloração aumenta a porosidade em até quatro vezes, resultando em cabelos quebradiços e com frizz.

Uso de calor (secadores/pranchas) intensifica os danos, causando a desnaturação irreversível da queratina.

Segundo o comunicado, produtos regulares utilizam ingredientes ativos permitidos pela Anvisa. São eles:

Ácido tioglicólico e seus sais;

Ésteres do ácido tioglicólico;

Hidróxidos de sódio, potássio, lítio ou cálcio;

Sulfitos e bissulfitos inorgânicos; e

Pirogalol e ácido tiolático.

A Anvisa explica que o formol é permitido em produtos cosméticos no Brasil apenas como conservante (em concentrações de até 0,2%) e como endurecedor de unhas (até 5%). E uso como agente alisante “é proibido e representa sérios riscos à saúde”.

Já o uso do ácido glioxílico pode causar severos danos quando aquecido, sendo especialmente perigoso quando combinado com outros procedimentos, como a descoloração dos fios.

“Produtos irregulares com formol ou ácido glioxílico são amplamente usados, apesar de proibidos para alisamento, devido aos riscos à saúde e aos danos capilares. Esses produtos podem ser encontrados em salões, mercados informais ou plataformas online, muitas vezes sem registro ou com promessas enganosas”, diz a nota.

O informe ainda traz orientações detalhadas para consumidores e profissionais de salões de beleza:

Consumidores: verifiquem se o produto é regularizado junto à Anvisa; evitem produtos sem rótulo ou com promessas enganosas; sigam corretamente as instruções de uso; e fiquem atentos a sinais como coceira, ardência ou dificuldades respiratórias.

Profissionais: utilizem apenas produtos regularizados; recusem o uso de substâncias proibidas, mesmo que a pedido do cliente; adotem medidas de proteção individual; e mantenham os ambientes ventilados.