As enchentes que atingem o Texas desde a última sexta-feira (4) já causaram a morte de pelo menos 104 pessoas, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (8) pelas autoridades locais.
O desastre natural, considerado uma das tragédias mais letais do estado em um século, ainda mobiliza intensas operações de resgate em meio à previsão de novas chuvas para a região.
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O epicentro da tragédia é o condado de Kerr, onde foram registradas 84 mortes, entre elas, a de 56 adultos e 28 crianças. Em todo o estado, as inundações afetaram ao menos seis condados e deixaram 41 pessoas desaparecidas. Segundo o governador do Texas Greg Abbott, entre os desaparecidos estão 10 meninas e uma monitora do acampamento Camp Mystic, exclusivo para garotas, que foi destruído pela força das águas.
O Camp Mystic, fundado em 1926 e localizado às margens do Rio Guadalupe, abrigava cerca de 750 pessoas no momento em que o rio transbordou, ainda na madrugada de sexta-feira (4). As águas avançaram rapidamente, destruindo cabanas e arrastando objetos, roupas e pertences das crianças. Ao menos 27 meninas e monitoras morreram. Algumas vítimas foram encontradas a quilômetros do acampamento.
As enchentes começaram com chuvas torrenciais que fizeram o nível do rio subir cerca de nove metros em apenas duas horas, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS). Em algumas áreas, o volume de chuva superou os 250 mm, mais que o dobro do previsto. A topografia rochosa e íngreme da região de Texas Hill Country, onde o solo não absorve a água com facilidade, favoreceu o escoamento rápido das chuvas, transformando córregos em correntezas violentas.
Considerado um "corredor de enchentes", o Texas Hill Country é uma área turística que inclui cidades como Kerrville, Ingram e Hunt, também duramente atingidas. A força da água destruiu pontes, arrastou veículos e devastou áreas residenciais e de lazer.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou estado de desastre grave no domingo (6), o que autoriza o envio de ajuda federal. Ele deve visitar a região na próxima sexta-feira (11). Em pronunciamento, o republicano classificou o evento como uma "catástrofe não vista em 100 anos" e negou falhas nos sistemas de alerta, após críticas sobre cortes no orçamento de serviços meteorológicos.
Mesmo com a previsão de mais temporais, os trabalhos de busca seguem com o apoio de helicópteros, barcos e cães farejadores. Voluntários de diferentes regiões se uniram às equipes de resgate.
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