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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (9), que o Sistema Único de Saúde (SUS) contará com dois tratamentos hormonais para endometriose ainda este ano: o dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU-LNG) e o desogestrel.

A endometriose é uma condição ginecológica inflamatória crônica em que um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o útero internamente, cresce fora da cavidade uterina. Esse tecido pode se implantar nos ovários, trompas, bexiga, intestino, diafragma e até nos pulmões. Mesmo fora do útero, essa estrutura reage ao ciclo menstrual: engrossa, sangra e inflama, mas não tem por onde sair – o que causa dor e inflamação.

Cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, infertilidade e queixas intestinais e urinárias com padrão cíclico estão entre os principais sintomas da endometriose. De acordo com o ministério, a inflamação afeta entre 5% e 15% das brasileiras em idade reprodutiva.

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As portarias que determinam a oferta dos medicamentos foram publicadas em 29 e 30 de maio, autorizando a indicação e distribuição de DIU-LNG e o desogestrel respectivamente. A partir dessas datas, o SUS tem até 180 dias para viabilizar gratuitamente os tratamentos.

Ainda de acordo com a pasta da saúde, o DIU-LNG, que precisa ser trocado uma vez a cada cinco anos, suprime o crescimento do tecido endometrial fora do útero, sendo uma opção para mulheres com contraindicação ao uso de contraceptivos orais combinados (COCs).

Já o desogestrel, anticoncepcional hormonal que atua inibindo a ovulação, pode reduzir a dor e dificultar a progressão da doença. Ao bloquear a atividade hormonal, a medicação impede o crescimento do endométrio fora do útero. Essa opção pode ser usada como primeira linha de tratamento, ou seja, pode ser prescrita já na avaliação clínica até que o diagnóstico se confirme por meio de exames.

“Mais do que inovação, estamos falando de garantir cuidado oportuno e eficaz para milhares de mulheres que convivem com a dor e o impacto da endometriose em seu dia a dia. A oferta desses dois tratamentos representa, acima de tudo, qualidade de vida para as pacientes e um avanço relevante na atualização tecnológica do SUS — fruto de um processo criterioso, conduzido com base nas melhores evidências científicas pela Conitec”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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Atualmente, o SUS já oferece terapia hormonal e cirurgia. A primeira opção consiste no uso de progestágenos e medicamentos hormonais, como COCs e análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH).

Já nos casos em que a cirurgia é indicada, estão disponíveis procedimentos como videolaparoscopia, técnica utilizada para a remoção de focos de endometriose, também usada para diagnóstico quando necessário, a laparotomia, cirurgia aberta para casos mais complexos e a histerectomia, que consiste na remoção do útero e é recomendada apenas em situações específicas e após avaliação criteriosa.

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