Fundação Padre Anchieta

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O inverno pode ser uma época do ano difícil para muitos humanos, seja pelo crescimento no número de casos de doenças respiratórias, pela menor exposição ao sol ao longo dos dias ou pelas dores articulares, que se tornam ainda piores.

O desconforto no corpo, no entanto, também pode atingir cães e gatos. Por isso, é comum que, durante esse período, o animal evite subir em móveis, se movimente menos ou demonstre irritação ao ser tocado.

“Principalmente nessa época, a circulação sanguínea vai diminuir um pouco e focar no que realmente importa, que seriam os órgãos da cavidade abdominal e da cavidade torácica, ficando com menos circulação nas articulações. Então, pode ser que eles sofram com mais incômodo na hora de deitar e levantar, da mesma forma que acontece com os humanos”, diz Aline Cavalheiro, médica-veterinária e integrante da Comissão Nacional de Estabelecimentos e Práticas Veterinárias do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Artrite x artrose

A artrite corresponde a um processo inflamatório de uma ou mais articulações, podendo ser causada por diversos fatores, como o desgaste da cartilagem, traumas, infecções e predisposição genética.

A artrose, por sua vez, é uma doença degenerativa, que causa dor e rigidez, principalmente em idosos. O processo muitas vezes está relacionado ao desgaste natural gerado pela idade.

“Se um jovem já tem predisposição genética e corre muito, brinca muito e pula dos lugares mais altos, ele vai acelerar esse processo degenerativo, o que vai fazer com que sinta dores mais cedo”.

Ambas são registradas com uma frequência maior em animais com a idade mais avançada, no entanto, não é uma regra. Ou seja, também podem ser reconhecidas nos mais jovens, principalmente porque as infecções fúngicas e bacterianas podem ser a origem do problema.

“Às vezes, o animal brigou com outro na rua, teve uma mordida ali na articulação, no osso, isso pode inocular esses agentes externos e causar infecções fúngicas ou virais na articulação ou mesmo doenças sistêmicas que vão migrar para as articulações”, explica a especialista.

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Em razão disso, a atenção com a saúde deve ser constante, mantendo o companheiro de quatro patas com uma boa alimentação, no peso ideal e realizando check-ups regularmente, além de promover enriquecimento ambiental - tornando o seu lar mais interessante, interativo e desafiador para que não fique entediado, ansioso ou frustrado.

“Se puder sair de manhã cedo para fazer uma caminhadinha, levar o pet para gastar energia, para se movimentar também, isso irá gerar um impacto super positivo, tanto para as articulações, para os ossos, para os sistemas, quanto para a saúde mental. As pessoas não sabem, mas eles também têm distúrbios mentais, como ansiedade e saudade do tutor”.

Quais animais podem sofrer mais?

Raças como pugs, buldogues franceses e ingleses e lhasa apsos, devido à sua estrutura óssea e articular, são mais suscetíveis a problemas como a luxação da patela e displasia.

Já os pastores alemães, labradores e rottweilers são mais propensos a displasia coxofemoral e outras doenças articulares.

Quais as medidas preventivas?

Entre as ações antecipadas que os tutores podem aderir e incluir na rotina em busca de evitar futuros problemas, estão:

  • manter o peso ideal do animal;
  • assegurar a prática de atividade física;
  • promover enriquecimento ambiental;
  • optar pelo uso de escadinhas ou rampas para que o pet suba ou desça da cama e do sofá sem sobrecarregar as articulações.

Se o animal apresentar sinais de que está mais recluso, diminuir o consumo de alimentos e água ou andar com dificuldade, nervoso e agir de maneira diferente ao habitual, isso pode ser considerado como um sinal de alerta.

“Os tutores conhecem os seus bichinhos. Então ao sinal de qualquer tipo de atitude que fuja da rotina é bom que ele os leve a um médico veterinário o mais rápido possível”, esclarece Aline Cavalheiro.

Para o tratamento, é possível que seja recomendado fisioterapia, controle do peso e até uso de medicações para reduzir o incômodo.

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Como proteger os pets nos dias mais frios?

No inverno, mantê-los bem aquecidos e em ambientes mais quentes pode ajudar a diminuir o desconforto que lhes é gerado. Nessa época, o tutor também deve ficar sempre atento para saber o momento ideal para levá-lo a uma consulta médica.

Se for o caso, ainda pode conversar com o especialista para dar início a uma suplementação com ômega 3 e colágeno, por exemplo, em busca de promover a saúde geral e ajudar no tratamento das condições diagnosticadas e que, infelizmente, não tem cura, mas podem ser devidamente tratadas e melhoradas para dar mais bem-estar aos cães e gatos.