A Polícia Federal incluiu o pastor Silas Malafaia no inquérito que apura tentativas de obstruir o processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
Malafaia foi incluído no mesmo inquérito que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL - SP), e o influenciador Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Batista de Oliveira Figueiredo.
O inquérito, aberto em maio, apura ações contra autoridades, contra o Supremo Tribunal Federal, contra agentes públicos e a busca por sanções internacionais contra o Brasil.
A PF investiga possíveis práticas de coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e atentado à soberania.
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O pastor bolsonarista publicou um vídeo nas redes sociais na última quinta-feira e disse que "escolheram o cara errado e que não tem medo". Ele voltou a chamar Moraes de "ditador da toga" e negou ter cometido qualquer crime.
O líder religioso frequentemente publica ataques a Moraes e ao STF. No de ontem, ele também defendeu que o ministro deveria sofrer impeachment, ser julgado e preso.
O pastor organizou o ato de apoio a Bolsonaro no dia 3 de agosto, quando o ex-presidente participou por vídeo transmitido em redes sociais. No dia seguinte, Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro por descumprimento de medidas cautelares.
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