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Montagem | TV Cultura | Fotos: Reprodução/Instagram @tutoquiroga e @rodrigopazpereira
Montagem | TV Cultura | Fotos: Reprodução/Instagram @tutoquiroga e @rodrigopazpereira

A Bolívia viverá, pela primeira vez, um segundo turno presidencial.

O senador Rodrigo Paz Pereira, do Partido Democrata Cristão (PDC), e o ex-presidente JorgeTutoQuiroga, da coalizão Alianza Libre, se enfrentarão no dia 19 de outubro, após a apuração do primeiro turno no último domingo (17).

Com as urnas contabilizadas, Paz liderou com 32,2% dos votos, seguido de Quiroga, que obteve 26,9%. O empresário Samuel Doria Medina, considerado favorito nas pesquisas, terminou em terceiro lugar e declarou apoio à Paz. 

A eleição também marcou a primeira vez, em duas décadas, que o Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Evo Morales, ficou fora da corrida presidencial, encerrando um ciclo de 19 anos de governos de esquerda no país.

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Rodrigo Paz, 57, é economista e filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora (1989-1993). Nascido na Espanha durante o exílio da família, construiu sua carreira política em Tarija, departamento produtor de gás, onde foi deputado, prefeito e atualmente é senador. Surpresa no pleito, defende maior descentralização do Estado, com redistribuição de recursos para departamentos e universidades, além de políticas de crédito acessível, abertura para importações e reforma tributária para estimular a indústria nacional. Seu plano de governo, a “Agenda 50/50”, propõe dividir o orçamento nacional entre governo central e entidades regionais.

Jorge Quiroga, 65, foi presidente interino entre 2001 e 2002 após a renúncia de Hugo Banzer, de quem foi vice. Engenheiro formado no Texas e ex-executivo da IBM, construiu sua imagem como tecnocrata liberal. Conhecido como “Tuto”, promete reformas estruturais, redução do déficit fiscal, privatização de estatais deficitárias, novos acordos comerciais e até a elaboração de uma nova Constituição. Durante a campanha, declarou que seu objetivo é “salvar a economia boliviana” e conduzir o país a uma “mudança sísmica”.

O futuro governo assumirá em 8 de novembro, para um mandato de cinco anos, e terá de enfrentar uma economia fragilizada pela queda nas exportações de gás, inflação alta, escassez de dólares e combustíveis. Também estará na pauta a definição sobre a exploração do lítio, um dos principais ativos estratégicos do país.

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