Mais da metade dos trabalhadores brasileiros (54%) não consegue sustentar o salário até o fim do mês, segundo a Pesquisa de Saúde Financeira e Bem-Estar do Trabalhador Brasileiro 2025, realizada pela SalaryFits, empresa da Serasa Experian.
Apesar do número elevado, houve melhora em relação a 2024, quando 62% enfrentavam a mesma dificuldade.
Leia também: Papa Leão XIV convoca fiéis a dia de jejum e oração nesta sexta-feira (22) pela paz
O levantamento mostra que 46% dos profissionais conseguem atualmente administrar os rendimentos até o fim do mês, um avanço de 8 pontos percentuais em 12 meses. Ainda assim, apenas dois em cada dez entrevistados afirmam ter controle total sobre suas finanças.
Para equilibrar o orçamento, 49% recorrem a fontes adicionais de renda, como freelances ou bicos. Muitos também utilizam linhas de crédito: cartão, cheque especial e empréstimos, ou apoio financeiro da família. Um grupo de 5%, porém, não chega ao fim do mês nem com salário suficiente, nem com alternativas de complementação.
A dificuldade financeira também se reflete na saúde mental: 66% dos entrevistados relataram aumento do estresse, 43% disseram sofrer com maior irritabilidade e 39% enfrentam insônia.
Os gastos básicos como alimentação, energia, água e gás, são os principais destinos do orçamento. Em seguida aparecem financiamentos, empréstimos, consumo e estudos. Entre gerações, a pesquisa aponta diferenças: a Geração Z é a mais dependente do cartão de crédito (17%) e a única que destina parte relevante da renda ao lazer (13%). Já os Millennials priorizam o pagamento de dívidas (15%) e alimentação (13%), enquanto a Geração X também tem uso intenso de crédito (14%) e dívidas (13%).
O levantamento ainda revela que, em caso de imprevisto, apenas 25% teriam condições de arcar com uma despesa de R$ 10 mil. Nos últimos cinco anos, 66% dos trabalhadores relataram problemas financeiros; nos últimos 12 meses, 33% chegaram a ficar negativados.
A pesquisa foi realizada entre maio e junho de 2025, com 1.029 entrevistas em todas as regiões do país, incluindo trabalhadores CLT e PJ de empresas públicas e privadas. A média de idade dos participantes é de 41 anos, com equilíbrio entre homens e mulheres.
Leia mais: Com predomínio de sol e poucas nuvens, tempo se mantém estável em SP nesta quarta (20)
REDES SOCIAIS