Os Estados Unidos aceitaram o pedido feito pelo governo brasileiro para negociar o tarifaço sob a mediação da Organização Mundial do Comércio (OMC), com a ressalva de que questões estratégicas e de segurança nacional não serão discutidas no âmbito da instituição.
Os EUA alegaram que as tarifas foram necessárias para lidar com a emergência nacional provocada pelo prejuízo do país em relações comerciais. O governo Trump afirmou ainda que esse déficit ameaça a segurança e a economia norte-americanas.
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No balanço, o Brasil ficou no topo do ranking de países que receberam as tarifas mais altas, com alguns produtos sobretaxados em até 50%. Em sua defesa, o país também argumenta que os Estados Unidos levam vantagem, inclusive registrando superávit anual superior a 1,5 bilhão de dólares.
Não há prazo rígido para as negociações, mas, se em 60 dias não houver entendimento, o Brasil poderá solicitar a abertura de um julgamento, com mediação de um terceiro país escolhido de comum acordo.
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A última instância de negociação, o chamado Órgão de Apelação, é composta por sete juízes indicados com o voto unânime de todos os países participantes. Desde 2019, quando terminou o mandato dos dois últimos juízes, os EUA não dão aval a nenhum nome, o que, na prática, paralisa os trabalhos.
Governo brasileiro consegue mediação da OMC para tratar do tarifaço com os EUA.
— Jornalismo TV Cultura (@jornal_cultura) August 20, 2025
Os Estados Unidos alegaram que as tarifas foram necessárias para lidar com a emergência nacional provocada pelo prejuízo do país em relações comerciais. #JornalDaTarde #JT #BR pic.twitter.com/P4m01OVakO
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