Fundação Padre Anchieta

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Reprodução/ Unsplash
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As mortes no trânsito em São Paulo deram um salto no começo deste ano. Em média, 15 pessoas perdem a vida em acidentes todos os dias.

Um caso recente envolvendo o influenciador Samuel Sant’anna, conhecido nas redes sociais como Gato Preto, chamou atenção. Ele avançou o sinal vermelho e colidiu com outro carro. Felizmente, não houve mortos nem feridos graves, mas nem todos têm a mesma sorte.

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De acordo com dados do Infosiga, sistema do Detran-SP, o primeiro trimestre de 2025 foi o mais letal do trânsito paulista nos últimos dez anos. Mais de 1.400 pessoas morreram, esse número representa um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas pouco mais de 1.300 mortes. O excesso de velocidade e o consumo de álcool continuam sendo as principais causas.

“O álcool diminui os reflexos e a atenção. Mesmo em pequenas quantidades já afeta a visão, deixando os olhos mais secos, por exemplo. Além disso, provoca uma falsa sensação de euforia e coragem, alterando a noção de tempo e aumentando o risco de colisões e quedas”, explica o médico Aquilla Couto, diretor da Abramet.

Um levantamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) mostra que o número de processos relacionados a crimes de trânsito cresceu 19% entre janeiro e julho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024. Foram 21.699 registros em 2025 contra 18.236 no ano passado.

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Apesar disso, especialistas alertam que o aumento de processos não significa que o tema esteja sendo tratado como prioridade pela Justiça.

“Do ponto de vista do Poder Judiciário, existem crimes considerados mais graves para a sociedade, como tráfico de drogas, roubos, furtos e homicídios fora do trânsito. Isso acaba deixando os crimes de trânsito em uma posição secundária na lista de prioridades”, afirma Ademir dos Santos, presidente da Comissão de Trânsito da OAB-SP.

Ele defende punições mais rigorosas para garantir o cumprimento da lei, mas ressalta que a solução para reduzir a violência no trânsito passa necessariamente pela educação.