A Polícia Federal (PF) pediu nesta semana a vigilância interna na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Desde o início da tarde desta quarta-feira (27), três policiais penais do Distrito Federal estão em frente à casa de Jair Bolsonaro, em Brasília. Todos descaracterizados e com uma viatura sem identificação.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu equipes de prontidão, em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real.
O temor é que ele possa fugir e se pedir refúgio na embaixada dos Estados Unidos, em Brasília. O alerta partiu do deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, que comunicou sobre o risco de fuga do ex-presidente para a embaixada dos Estados Unidos, que fica a dez minutos da casa de Bolsonaro.
Na decisão, Moraes pede que a polícia evite exposição e indiscrição, e não invada a residência e nem perturbe a vizinhança.
No entanto, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, diz no ofício que para garantir a eficácia da vigilância, a corporação deve focar dentro da casa de Bolsonaro, porque fora demandaria uma fiscalização minuciosa e poderia gerar um grande desconforto.
Julgamento no STF
O ex-presidente começa a ser julgado pela acusação de tentativa de golpe na próxima terça-feira. A defesa de Bolsonaro tem até segunda, dia 1° de agosto, para se manifestar sobre o descumprimento de medidas cautelares. O prazo, que acabaria hoje, foi ampliado pelo ministro Alexandre de Moraes./
A menos de uma semana para o início do julgamento, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet foi reconduzido ao cargo por mais dois anos. O mandato terminaria só em dezembro, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu se antecipar e assinou o documento de recondução nesta quarta-feira. A medida ainda precisa ser aprovada pelo Senado.
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