A morte de 17 animais silvestres, vítimas de incêndios florestais em 2025, foi confirmada pelo Governo do Estado de São Paulo.
O episódio mais grave foi o da anta resgatada em Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema, que sofreu queimaduras em 70% do corpo e não resistiu aos ferimentos.
Além dela, centros autorizados pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) notificaram ocorrências envolvendo diferentes espécies. Em Assis, a Associação Protetora de Animais Silvestres (Apass) recebeu cinco cachorros-do-mato, dois veados-catingueiros, um furão, um ouriço-cacheiro, um urubu, um gavião-carijó e uma pomba-asa-branca. O furão, o ouriço e um dos veados também morreram em decorrência das queimaduras.
Na região de Ribeirão Preto, o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) atendeu dois urubus e um tapicuru ou galo-do-bico-fino. Já em São Roque, o Cras Núcleo da Floresta recebeu um filhote de gato-do-mato, encontrado debilitado após incêndio às margens da Rodovia Raposo Tavares.
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“Essas ocorrências evidenciam a importância da atuação coordenada entre brigadistas da Fundação Florestal, Polícia Ambiental e instituições credenciadas no resgate e tratamento de animais vítimas do fogo. Também reforçam a necessidade de que todos os centros mantenham notificações atualizadas na plataforma do Governo do Estado, garantindo respostas rápidas e eficazes em situações críticas que ameaçam a biodiversidade”, destaca Liliane Milanelo, coordenadora de Gestão dos Cetras da Semil.
Atualmente, a rede estadual conta com 30 empreendimentos credenciados: quatro especializados em fauna marinha e 26 aptos a receber animais vítimas de incêndios florestais. Em 2024, foram registrados 94 resgates decorrentes de queimadas, dos quais 53 não resistiram, dois foram reabilitados e devolvidos à natureza e os demais seguem em tratamento.
Capacitação e prevenção
Para reduzir os impactos dos incêndios sobre a fauna, a Semil promove um pacote de videoaulas gratuitas, voltadas à prevenção, preparação e resposta a emergências, com ênfase no resgate e manejo de animais silvestres e domésticos vitimados pelo fogo.
As aulas fazem parte da Operação São Paulo Sem Fogo e ficam disponíveis até 17 de setembro no portal de Educação Ambiental.
A Operação SP Sem Fogo é uma parceria entre as secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Segurança Pública e Defesa Civil do Estado. Além disso, conta com iniciativas e investimentos do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar Ambiental, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), além da própria Semil e de suas vinculadas: Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e Fundação Florestal (FF).
Para cumprir seus objetivos, desenvolve uma série de atividades de forma permanente ao longo do ano, divididas em fases (verde, amarela e vermelha), conforme as necessidades e priorizações de cada período.
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