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Reprodução | TV Cultura
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Pesquisadores mapearam as praias mais contaminadas com microplásticos do Brasil.

Segundo o levantamento, sete em cada dez praias brasileiras estão contaminadas com esse tipo de material. A conclusão é de um estudo feito pelo Instituto Federal Goiano com mais de quatro mil amostras de 1.024 praias localizadas em todos os estados costeiros do país.


O Top 4 é composto por:

- Praia da Pina (4° lugar - 2.000 partículas por kg);

- Praia da Orla de Olinda (3° lugar - 2.100 partículas por kg);

- Balneário Grajaú (2° lugar - 2.900 partículas por kg);

- Praia de Barrancos (1° lugar - 3.000 partículas por kg).

Em São Paulo, a orla mais poluída é a da Praia da Guilhermina, em Praia Grande.

No início deste mês, o governo federal publicou um decreto que cria a Estratégia Nacional do Oceano sem Plástico. O objetivo é orientar políticas públicas que reduzam a presença do material nos mares até 2030.

Para os especialistas, no entanto, é necessária uma coordenação intensa com governos locais, indústria e população que dê conta dessa tarefa.

"A gente vai precisar implementar a regulamentação das indústrias na hora de produção do plástico. Precisamos implementar programas de reciclagem, programas de logística reversa e programas de educação ambiental. A gente vai precisar capacitar, reconhecer, conhecer e remunerar de forma justa os catadores de resíduos”, comenta a bióloga e porta-voz da Frente dos Oceanos do Greenpeace Bruna Canal.

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Como surgem os microplásticos?

Embalagens e outros produtos de plástico descartados na areia e nas praias, com o tempo, vão sendo quebrados pela força da natureza até virarem milhares de partículas transparentes com menos de cinco milímetros.

Os microplásticos podem parar nos alimentos e no sistema digestivo de humanos e animais, causando danos inestimáveis. A preocupação aumenta pela quantidade de compostos usados na produção desses resíduos.

"Esses compostos químicos são um problema, porque são adicionados bisfenol, ftalatos, e outros produtos químicos anti-chamas. Eles são altamente tóxicos”, alerta Thiarlen Marinho da Luz, pesquisador do Instituto Federal Goiano.

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