Em meio a tantas notícias falsas sobre causa e tratamento para o autismo, a Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil publicou novas diretrizes para o diagnóstico correto da condição.
Segundo as novas regras, é possível identificar os sinais do autismo ainda nos primeiros meses de vida, com base na observação e no histórico da criança.
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O documento aponta que o diagnóstico pode ser feito antes dos 2 anos com avaliação clínica e multidisciplinar. Já o tratamento deve começar ao primeiro sinal.
Entre os primeiros indícios do transtorno estão a ausência de contato visual, pouca ou nenhuma vocalização, dificuldade em interagir e desinteresse por brincadeiras. Fatores como exposição excessiva às telas e situações de vulnerabilidade social podem confundir o diagnóstico e devem ser considerados pelo especialista.
As novas diretrizes também fazem alertas. O documento desencoraja tratamentos sem comprovação científica, como dietas restritivas, uso de suplementos sem eficiência comprovada, ou terapias alternativas como ozonioterapia e florais.
O uso do canabidiol, por enquanto, segue experimental, com resultados inconsistentes e sem garantia de eficácia. A diretriz destaca ainda que as vacinas não causam autismo.
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