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Reprodução | Youtube Repórter Eco
Reprodução | Youtube Repórter Eco

O Repórter Eco do último domingo (26) destacou a vulnerabilidade e a força das comunidades Yanomami a partir de um novo relatório do UNICEF sobre infância e juventude indígena.

O estudo, realizado em parceria com as associações Hutukara e Urihi, reúne dados e recomendações para garantir o bem-estar das cerca de 31 mil pessoas que compõem o povo Yanomami, 75% delas com menos de 30 anos.

A pesquisa, que tem como coautora a antropóloga Ana Maria Machado, busca orientar políticas públicas voltadas à proteção da infância indígena. “Esse estudo é importante para que órgãos governamentais e não governamentais possam ter um meio de ter traduções e pontes entre a especificidade da infância e juventude Yanomami e os serviços ofertados por essas organizações”, explica a pesquisadora.

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O relatório reforça que o cuidado com as crianças nas aldeias é coletivo e deve respeitar o sistema de proteção tradicional já existente. Qualquer ação, segundo o documento, precisa ser feita em conjunto com as lideranças e instituições indígenas, valorizando o modo de vida e a visão de mundo do povo Yanomami.

A crise sanitária que veio à tona em 2023 segue como uma das maiores preocupações. Naquele ano, imagens de crianças desnutridas e doentes chocaram o país. Doenças como malária e pneumonia foram responsáveis por 215 mortes, mais da metade de crianças com menos de quatro anos, em meio à presença de 20 mil garimpeiros ilegais no território.

Apesar da redução das invasões, lideranças alertam que os impactos do garimpo ainda são sentidos. O aumento de casos de malária, verminoses e desnutrição infantil evidencia a necessidade de fortalecer o sistema de saúde indígena e garantir a busca ativa de pacientes em áreas isoladas.

Entre 2019 e 2022, 570 crianças Yanomami com menos de cinco anos morreram de causas evitáveis, um aumento de quase 30% em relação ao período anterior. Além da degradação ambiental e das doenças, o garimpo ilegal continua afetando diretamente os jovens, com relatos de cooptação e exploração sexual de meninas.

Além da reportagem sobre os Yanomami, o programa abordou os efeitos da crise climática nas áreas urbanas, que registraram um aumento de 25% nos dias de calor extremo nas últimas três décadas, e apresentou o projeto Rio Jaguar, que pretende conectar ecossistemas e proteger espécies ameaçadas na América do Sul, entre elas a onça-pintada.

O Repórter Eco vai ao ar aos domingos, às 18h, na TV Cultura.

Assista ao programa completo:

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