Cerca de 14% dos produtos de limpeza consumidos no Brasil são clandestinos. O consumo de detergentes, desinfetantes e alvejantes sem origem comprovada aumenta o risco de intoxicação e acidentes graves, especialmente entre as crianças.
O aumento é preocupante, uma vez que esses produtos não têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e são comercializados em embalagens improvisadas, como garrafas pet recicladas. O risco é de intoxicação, queimaduras e problemas respiratórios, como asmas e bronquite, principalmente em crianças.
Segundo o levantamento, 20% das empresas também compram produtos clandestinos, sobretudo micro e pequenas, compram no mercado informal. No nordeste, o desinfetante hospitalar é o campeão, com 48% de preferência.
A fabricação e venda desses produtos é crime. Fabricar ou armazenar sem autorização da Anvisa é considerado crime contra a saúde pública.
A pena é relativamente alta considerando os crimes do Código Penal. A gente está falando de 10 a 15 anos de reclusão, é um crime comparado ao crime hediondo, o que significa dizer que a pessoa não tem nem os benefícios de progressão de regime em relação a um crime comum”, explica o advogado Stefano Ribeiro Ferri.
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