Crianças e idosos são os grupos que terão a saúde mais afetada por causa da poluição e do aquecimento global, segundo dois estudos recentes.
O estudo foi desenvolvido pela escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, na Inglaterra, em parceria com a Fiocruz da Bahia. Ainda de acordo com o levantamento, o aumento de 1ºC no calor, pode elevar em 22% o risco de morte infantil.
No caso dos menores de cinco anos, as mortes por questões climáticas podem quase dobrar em pouco mais de 30 anos.
"As crianças, de uma maneira geral, pelo pior manuseio de temperaturas elevadas, menor manuseio de líquidos e, consequentemente, maior risco de desidratação, mais risco de uma insegurança alimentar, que propicia, obviamente, anemia, atrasos de crescimento, de desenvolvimento, são as que mais sofrem nesses períodos e nesses eventos climáticos que estão nos acometendo”, explica o pediatra Renato Kfouri.
Em outra pesquisa, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia alerta que o calor intenso, a poluição, as enchentes e as queimadas também agravam as alergias de pele e respiratórias. As crianças aparecem novamente como as mais vulneráveis, junto com os idosos e as gestantes.
Em carta encaminhada ao presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, a entidade expressou a necessidade de "promover ações que diminuam a poluição ambiental e o aquecimento global".
Ele destacou que a saúde humana depende de uma saúde planetária adequada e que o "engajamento principalmente da população jovem nas ações de reparação climática é primordial."
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