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Reprodução | Youtube Café Filosófico CPFL
Reprodução | Youtube Café Filosófico CPFL

O Café Filosófico do último domingo (4) reprisou a edição “Casei… e agora?” com a psicóloga e terapeuta de casais Ana Canosa. O episódio aborda como o casamento surgiu, a partir de uma perspectiva evolucionista, além das dinâmicas de relacionamento atuais. O vídeo faz parte da série “Acabou um ciclo… e agora?”.

Durante o episódio, a palestrante cita a antropóloga Helen Fisher para ilustrar que a espécie humana criou estratégias para a reprodução e manutenção da espécie. A paixão e o apego são dois exemplos desses métodos para criar um vínculo de médio ou longo prazo, a fim de manter a procriação.

“A Helen Fisher vai dizer que a paixão, esse estado de loucura que a gente fica completamente obcecado e que vai mobilizar hormônios [...], funcionaria para que o casal pudesse ficar minimamente um tempo juntos com a possibilidade de procriar. Por isso que a paixão dura no mínimo ou até dois anos. [...] Mas pela própria vivência da nossa cultura e da nossa sociedade, a gente vai criar um outro tipo de afeto, porque a nossa estratégia adaptativa de reprodução é muito mais complexa que a dos animais, e portanto a gente vai criar uma coisa chamada apego.”

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Além disso, Canosa entra na evolução da união romântica entre as pessoas ao contemplar o divórcio mais acessível e a diversificação das formas de relacionamento

"Essa última grande referência do casamento romântico, no início do século XX, também já foi muito modificada. [...] Hoje, as pessoas desejam ser felizes, e isso implica em muitos desejos individuais. [...] Até 1977, não havia o divórcio; hoje as pessoas se divorciam com muita facilidade. É interessante observar como, de alguma maneira, os formatos do relacionamento têm se adaptado para que caibam nesse novo modo de pensar as relações. São as relações não-monogâmicas, pessoas que moram em casas separadas, às vezes em outras cidades, que dormem em quartos separados…”

Por fim, a terapeuta de casais cita a autora Bell Hooks para explicar a concepção do amor como “uma escolha consciente e um ato convertido em ação”. “Eu gosto muito da ideia de amor da Bell Hooks, que ela diz que existe sim um amor verdadeiro [...], que quando diminui a paixão, é que a gente verdadeiramente vai escolher amar alguém. Então, o amor é mais do que um sentimento, ele é uma escolha”.

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