Fundação Padre Anchieta

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Foto: Nadja Kouchi/Acervo TV Cultura
Foto: Nadja Kouchi/Acervo TV Cultura

O Jornal da Cultura desta sexta-feira (6) dá continuidade à série de reportagens sobre temas que impactam a vida dos brasileiros. Com apresentação de Rita Lisauskas, o Jornal da Cultura vai ao ar a partir das 21h.

Nesta edição, em virtude do Dia Internacional da Mulher, o telejornal falará sobre relações de gênero e abordará os assuntos equidade salarial, representatividade, políticas públicas e saúde da mulher. Estarão na bancada do programa Eva Blay, socióloga e professora da Universidade de São Paulo, e Jandaraci Araújo, presidente do Instituto Conselheira 101.

A série de reportagens começa falando sobre equidade salarial. Mesmo com maior escolaridade média e presença crescente no mercado de trabalho, as mulheres brasileiras ainda recebem salários menores do que os homens. A diferença é ainda mais profunda quando se analisa raça e maternidade: mulheres negras são as mais afetadas pela desigualdade no país.

Nos últimos anos, o debate ganhou força com a aprovação da Lei de Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023), que prevê mecanismos de transparência e fiscalização para garantir salários iguais para trabalhos de igual valor. Mas, na prática, funciona? É suficiente? A equidade salarial está avançando ou o Brasil ainda caminha lentamente nesse tema?

Outro aspecto que será abordado é a representatividade. As mulheres são maioria da população brasileira e, ainda assim, quando o assunto é ocupação de posições de liderança, a desigualdade de gênero continua evidente.

No setor público, apesar de avanços na presença feminina em ministérios e órgãos estratégicos, o Brasil ainda tem baixa representatividade no Congresso Nacional - mesmo após a política de cotas eleitorais. E no setor privado, a situação não é muito diferente. As mulheres ocupam menos cargos de presidência e direção nas grandes empresas e seguem enfrentando barreiras estruturais.

Diante deste cenário, o que ainda impede a igualdade de oportunidades? As políticas públicas e corporativas estão funcionando? E quais caminhos podem acelerar essa transformação?

Por fim, o Jornal da Cultura fala sobre políticas públicas e saúde da mulher. Elas são a maioria dos usuários do Sistema Único de Saúde, como aponta um levantamento de 2022. O SUS possui políticas específicas para a saúde da mulher, com o objetivo de garantir o atendimento integral e equitativo. Essas iniciativas consideram não apenas o ciclo reprodutivo, mas também desigualdades e outros desafios que afetam o bem-estar feminino. A reportagem apresenta quais são as políticas públicas, os avanços e as deficiências na área de saúde, voltadas às mulheres, e qual o papel das ONGs no atendimento às mulheres, principalmente as populações mais vulneráveis.