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Reprodução da internet Lars Vogt

Félix Mendelssohn (1809-1847) foi, sem dúvida, uma das personalidades musicais mais importantes na Europa da primeira metade do século 19, mas teve de conviver com uma imagem pública ambígua, a de que “sua música olha sempre para trás”. A frase de Nietzsche colou à sua imagem em parte devido ao fato provavelmente mais marcante de sua vida pública de resgatar a “Paixão Segundo São Mateus” aos 20 anos, em Berlim; Mas também é fato que sua imagem como compositor é a de um criador menor quando comparado aos seus contemporâneos Franz Liszt, Robert Schumann e Frédéric Chopin. Enquadrá-lo na moldura plenamente romântica pode ser um erro; mas, por outro lado, também seria errado fazer dele um representante do mundo clássico já na era romântica.

O seu trabalho como maestro da Orquestra do Gewandhaus de Leipzig foi determinante: primeiro a usar batuta, primeiro a fazer do pódio uma carreira efetiva no mundo musical. Muitos talentos acabaram obscurecendo sua criação musical, que é de primeiríssima qualidade.

Ele merece ser conhecido como mais do que o mero autor dos “Romances sem palavras”, as peças curtas para piano tão populares nos últimos duzentos anos.

O recentíssimo álbum do pianista alemão Lars Vogt, 51 anos, corrige um pouco esta miopia injustificada em relação ao compositor. Ele comanda do piano os dois concertos para piano, opus 25 opus 40, além do Capriccio Brilhante em si menor opus 22.

Vogt assumiu a direção da Orquestra de Câmara de Paris em 1º. De julho de 2020, portanto já em plena pandemia. Antes disso, ele já vinha gravando concertos para piano regendo do piano, como o concerto no. 2 de Brahms com a Royal Northern Sinfonia em abril de 2020.

E marca sua estreia em gravações com a Orquestra de Câmara de Paris com este atraente programa Mendelssohn.

O concerto no. 1, composto entre 1830 e 1831, é praticamente uma declaração de amor à pianista Delphine von Schauroth.


A cada semana o crítico musical João Marcos Coelho apresenta aos ouvintes da Cultura FM as novidades e lançamentos nacionais e internacionais do universo da música erudita, jazz e música brasileira. CD da Semana vai ao ar de terça a sexta dentro da programação do Estação Cultura e Tarde Cultura.