Ouça o álbum completo:
Aos 46 anos, o bandolinista israelense Avi Avital desfruta de enorme prestígio e fama. Não é apenas um dos grandes instrumentistas da atualidade, mas um músico completo, que vai além de uma carreira convencional. Ele revitalizou um instrumento multissecular até pouco tempo marginalizado nas salas de concerto. Ele, no entanto, já foi destaque, por exemplo, no renascimento e barroco. É curioso, aliás, como ele sempre se deu muito bem nas músicas folclóricas e populares há muitos séculos.
Avital vem revitalizando o chamado “repertório clássico” do bandolim, trazendo-o de volta para as salas de concerto. “Tenho como missão preencher a lacuna histórica no repertório do bandolim, para que não faltem boas composições para o instrumento no futuro”, diz ele. Ele já encomendou mais de uma centena de peças a compositores como David Bruce, Anna Clyne, Avner Dorman e Giovanni Sollima. E também faz arranjos e transcrições para o instrumento.
Como, por exemplo, no seu álbum de 2023, onde solou concertos de compositores do século 18 como Giovanni Paisiello, e também solou arranjos de obras de Bach e vivaldi, ao lado do Giardino Armonico.
Seu mais recente álbum, “Canção dos pássaros”, é o CD desta semana na Cultura FM. Completa uma trilogia: depois de celebrar as tradições folclóricas italianas e ibéricas, agora ele se volta, para os países que circundam o Mar Negro, como Ucrânia, Turquia, Romênia, Bulgária, Georgia, Azerbaijão e Rússia.
A canção folclórica catalã que dá título ao álbum tornou-se mundialmente conhecida graças ao célebre arranjo solo do violoncelista Pablo Casals, que expressa o sentimento de liberdade, paz e esperança. Avi Avital lembra que "Como os pássaros, carregamos as canções e histórias de nossa memória coletiva para o mundo. Esta é a nossa canção. E nossa canção é a nossa mensagem".
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