O mercado financeiro reduziu pela quinta semana consecutiva a estimativa para a inflação de 2025, agora fixada em 5,5%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central.
Mesmo com a queda, a previsão segue acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%. O centro da meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
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A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 foi mantida em 4,5%, enquanto as projeções para 2027 e 2028 são de 4% e 3,8%, respectivamente. Em abril, o índice oficial de inflação avançou 0,43%, acumulando alta de 5,53% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representou o segundo mês seguido de desaceleração, após altas de 1,31% em fevereiro e 0,56% em março, puxadas pelos alimentos e produtos farmacêuticos.
Desde janeiro, com a adoção do sistema de metas contínuas, a inflação acumulada em 12 meses passou a ser comparada com a meta vigente. Caso o índice permaneça fora do intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central será obrigado a justificar publicamente o descumprimento, como já ocorreu em janeiro, quando o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, enviou carta ao ministro da Fazenda Fernando Haddad.
O boletim também trouxe uma leve melhora nas expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, cuja projeção subiu de 2% para 2,02%. Para 2026, a expectativa segue em alta de 1,7%. Já para 2027 e 2028, o mercado projeta crescimento de 2% ao ano. Em 2024, o país registrou expansão econômica de 3,4%, o melhor desempenho desde 2021.
No cenário monetário, a taxa básica de juros (Selic) deve encerrar 2025 em 14,75% ao ano, patamar mantido na última reunião do Copom, que elevou os juros pela sexta vez consecutiva. O colegiado não sinalizou próximos passos, destacando apenas a necessidade de cautela diante das incertezas globais e pressões inflacionárias. Para 2026, a estimativa é de queda da Selic para 12,5%, seguida de reduções em 2027 e 2028, para 10,5% e 10%, respectivamente.
A cotação do dólar teve ligeira revisão para baixo, com projeção de R$ 5,82 ao fim de 2025. Para 2026, a expectativa permanece em R$ 5,90. Já o superávit da balança comercial foi mantido em US$ 75 bilhões em 2025 e ajustado para US$ 78,5 bilhões em 2026. A entrada de investimentos estrangeiros diretos deve atingir US$ 70 bilhões em ambos os anos, segundo os analistas consultados.
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