STF mantém pontos de memória para lembrar atos de vandalismo de 8 de janeiro
Exposições de peças danificadas e vestígios físicos do ataque têm o objetivo de não deixar a data ser esquecida
02/02/2023 20h42
Com o intuito de documentar e ressignificar o atentado ao patrimônio material e imaterial ocorrido em 8 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) inaugurou, na última quarta-feira (1°), o projeto Pontos de Memória. A ação, promovida pela Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da Informação (SAE) do Tribunal, consiste em exposições de peças danificadas, fragmentos produzidos pela violência e demais vestígios físicos do ataque, instaladas em locais de maior circulação de pessoas, com o objetivo de que esse dia não seja esquecido.
O primeiro ponto de memória será o Espaço Uragami, localizado no Hall dos Bustos, próximo a uma das entradas do Plenário. No local está exposto o quadro “Os Bandeirantes de Ontem e de Hoje”, do artista plástico Massanori Uragami. A obra foi restaurada após o ataque ao Supremo.
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Nessa primeira edição, serão expostos objetos utilizados pelos invasores para iniciar a depredação do prédio, como bolas de gude e pedras portuguesas do piso da Praça dos Três Poderes. O espaço contará, ainda, com fragmentos de itens do acervo histórico do Tribunal que foram totalmente destruídos, como o espelho que compunha o Salão Nobre e as fotos arrancadas da Galeria de Presidentes.
No local, um totem mostrará imagens do resultado dos atos de vandalismo e do início dos trabalhos de restauração do edifício-sede do STF registradas pelos fotógrafos da Secretaria de Comunicação Social do Tribunal.
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