Devido a forma com que a maioria dos corpos das vítimas do acidente aéreo de Vinhedo foram encontrados, acredita-se que eles podem ter sido alertados sobre a queda.
A informação foi divulgada por Mauricio Freire, diretor do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) do estado de São Paulo, em coletiva de imprensa na quinta-feira (15).
De acordo com o especialista, muitas pessoas se encontravam em "brace", com a cabeça entre os joelhos e abraçando as pernas, posição indicada para diminuir impactos em caso de aterrissagem forçada.
“Eu não sei se houve um comando da tripulação de que estavam em emergência ou se as pessoas perceberam, com essa queda acentuada, mas muitos corpos estavam naquela posição”, destaca.
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O Instituto Médico Legal (IML) finalizou a identificação dos 62 mortos do acidente aéreo na noite de quarta-feira (14). Mais de 40 médicos, equipes de odontologia legal, antropologia e radiologia atuaram para que o trabalho fosse finalizado o mais breve possível com o apoio de equipes do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD).
Peritos da Polícia Federal (PF) também participaram do processo de reconhecimento, além da perícia do local. A retirada de corpos foi realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) e o IML, com apoio do Corpo de Bombeiros.
O voo 2283 ia de Cascavel, no Paraná, para Guarulhos, no entanto, o avião realizou uma curva brusca nos momentos finais do voo e caiu aproximadamente quatro mil metros em cerca de um minuto. Todos que estavam a bordo morreram de politraumatismo, segundo a perícia.
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