Dois filhotes de lobo-guará, animais símbolo do Cerrado, foram apresentados à área de visitação do Zoológico de São Paulo, na zona sul da capital paulista, no sábado (12).
Os filhotes, um macho e uma fêmea, são filhos de Caju e Pitanga, dois exemplares da espécie que vivem no local.
Para Luan Morais, biólogo responsável pelo setor de mamíferos do zoológico, o nascimento em cativeiro representa um avanço importante para a conservação da espécie.
Leia mais: Brasil não atinge meta de alfabetizar 60% das crianças em 2024
“A reprodução sob cuidados humanos do lobo-guará é um desafio, pois exige condições específicas de manejo, espaço e tranquilidade para o casal reprodutor.”
Os filhotes nasceram em 17 de maio e, desde então, vinham recebendo cuidados por veterinários e biólogos em uma área reservada. Agora, mais desenvolvidos, foram levados com a mãe para o espaço de visitação, onde podem ser observados pelo público.
A espécie está classificada como “quase ameaçada de extinção” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e como “vulnerável à extinção” pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Leia mais: Brasil retomará fabricação nacional de insulina após 20 anos
A principal ameaça à sobrevivência do lobo-guará é a destruição de seu habitat natural, o Cerrado, que vem sofrendo com o desmatamento. Além disso, os animais enfrentam riscos decorrentes de conflitos com seres humanos, predação por cães domésticos e atropelamentos.
O nascimento em cativeiro é raro devido ao comportamento solitário da espécie e à baixa diversidade genética disponível. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o ICMBio estimava, em 2020, uma população de apenas 5.642 lobos-guará no Brasil.
O zoológico também planeja lançar uma campanha para que o público ajude a escolher os nomes dos filhotes, incentivando a conscientização sobre a preservação do Cerrado.
REDES SOCIAIS