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Reprodução | Instagram @karolineleavitt
Reprodução | Instagram @karolineleavitt

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quinta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "não está tentando ser o imperador do mundo".

O governo americano respondeu a uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgada pela CNN Internacional. Na entrevista, o brasileiro afirmou que Trump não foi eleito para ser "imperador do mundo".

Segundo a porta-voz do governo americano, o republicano é líder do mundo livre.

"O presidente certamente não está tentando ser o imperador do mundo. Ele é um presidente forte dos Estados Unidos da América e também é o líder do mundo livre. E vimos uma grande mudança em todo o globo por causa da liderança firme deste presidente", disse Leavitt.

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Ela também comentou sobre a investigação comercial em andamento contra o Brasil. Leavitt apontou que as regulações digitais brasileiras e a "fraca proteção à propriedade intelectual" prejudicam empresas americanas de tecnologia e inovação.

A porta-voz destacou ainda que as medidas adotadas por Trump são voltadas ao interesse do povo americano.

O impasse entre Trump e Lula intensificou na última semana, quando o presidente Donald Trump anunciou uma nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Trump publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na qual justificou o aumento da tarifa com base no tratamento dado pelo governo brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na mensagem, o republicano afirmou respeitar “profundamente” Bolsonaro.

Após a carta de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu à manifestação do republicano e afirmou que “o Brasil é um país soberano, com instituições independentes, que não aceitará ser tutelado por ninguém”.

Além disso, o escritório do representante de comércio dos Estados Unidos, comandado por Jamieson Greer, iniciou uma investigação comercial contra o Brasil a pedido do presidente Donald Trump.

Segundo a entidade, o objetivo é avaliar atos, políticas ou práticas do governo brasileiro relacionados ao comércio digital e pagamentos eletrônicos, temas relacionados diretamente às gigantes de tecnologia dos Estados Unidos.

Entre as frentes de apuração abertas pela investigação comercial dos Estados Unidos contra o Brasil, na última terça-feira (15), estão envolvidos o Pix e a Rua 25 de Março, famosa rua de comércio na cidade de São Paulo.

O Pix é alvo já na primeira seção de itens a serem apurados em “Comércio digital e serviços eletrônicos de pagamento”.

Já a Rua 25 de Março é citada na seção sobre “Proteção de propriedade intelectual”. O texto alega que “a região tem permanecido, por décadas, como um dos maiores mercados de produtos falsificados, apesar das operações realizadas para combatê-la”.