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Foto: Fellipe Sampaio / STF
Foto: Fellipe Sampaio / STF

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou na noite desta sexta-feira (18) que os vistos do ministro Alexandre de Moraes e "de seus aliados e de seus familiares imediatos" serão revogados.

A declaração foi publicada em uma rede social. "O presidente Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos”, afirmou Rubio.

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“A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos", acrescentou.

Segundo a postagem, o efeito da revogação é imediato. No entanto, o governo dos Estados Unidos não deixou claro quem são os aliados citados.

"A perseguição política do ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão amplo que não só viola direitos básicos dos brasileiros, como também ultrapassa as fronteiras do Brasil para atingir americanos”, disse Marco.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes determinou medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como o uso tornozeleira eletrônica.

Segundo Moraes, ficaram caracterizados os crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e atentado à soberania por parte de Bolsonaro.

Ação da PF

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã de sexta-feira (18).

O ex-presidente é alvo de medidas restritivas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre as restrições impostas, o ministro Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro passará a usar tornozeleira eletrônica e não poderá acessar redes sociais.

Além disso, ele foi proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros (não podendo se aproximar de embaixadas), nem com outros réus e investigados pelo Supremo e terá de permanecer em casa entre 19h e 7h da manhã. Na prática, a medida inclui o filho dele, deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A defesa de Bolsonaro disse que recebeu com "surpresa e indignação" a decisão das medidas cautelares "severas".