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Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A oposição paralisou os trabalhos no Congresso Nacional nesta terça-feira (5) em resposta à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

Os parlamentares ocuparam a mesa diretora da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e defendem o que chamam de "pacote da paz". Alguns deputados usaram esparadrapos na boca.

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Entre as reivindicações, estão a anistia ao condenados de 8 de janeiro, fim do foro privilegiado e o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Após o anúncio da obstrução da pauta pela oposição, o Congresso cancelou todas as sessões marcadas para esta terça-feira.

O vice-presidente da Câmara, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), disse que vai aproveitar qualquer brecha para pautar o projeto.

“Eu quero registrar aqui, já comuniquei ao presidente Hugo Motta que no primeiro momento que exercer a presidência plena da Câmara dos Deputados, ou seja, quando Motta se ausentar do país, eu irei pautar a anistia...essa é a única forma de pacificar o país", disse.

Em nota, o presidente do Senado pediu serenidade e espírito de cooperação para retomar os trabalhos com respeito, civilidade e diálogo. Além disso, afirmou que vai fazer uma reunião de líderes para que o bom senso prevaleça.

Já Hugo Motta (Republicanos-PB) também declarou que vai convocar uma reunião de líderes nesta quarta-feira (6) para tratar da pauta, que será definida com base no diálogo e no respeito institucional.

Prisão de Bolsonaro 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na decisão, Moraes afirmou que o decreto da prisão domiciliar foi devido ao reiterado descumprimento das medidas cautelares impostas anteriormente. O ex-presidente estava impedido de usar as redes sociais ou participar de transmissões online.

No entanto, durante a manifestação realizada neste domingo (3), por meio de uma chamada telefônica, Bolsonaro saudou os presentes e disse que a manifestação era "pela nossa liberdade, pelo nosso futuro, e pelo Brasil". A participação foi divulgada nas redes sociais do filho dele, Flávio Bolsonaro, que mais tarde apagou a postagem.

A defesa do ex-presidente afirmou que Bolsonaro "não descumpriu as medidas cautelares". "A frase “Boa tarde, Copacabana. Boa tarde meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos” não pode ser compreendida como descumprimento de medida cautelar, nem como ato criminoso", declarou.