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Foto: Diogo Zacarias | MF
Foto: Diogo Zacarias | MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou na última segunda-feira (11) que a reunião que ele teria na próxima quarta-feira (13) com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi cancelada. O encontro trataria das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

Segundo o governo norte-americano, a reunião por vídeo foi cancelada por uma questão de agenda.

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Em entrevista à GloboNews, na última segunda, Haddad atribuiu o cancelamento da reunião às pressões da extrema-direita.

“A militância anti diplomática dessas forças de extrema direita que atuam junto à Casa Branca teve conhecimento da minha fala, agiu junto a alguns assessores, e a reunião virtual que seria na quarta-feira foi desmarcada”, disse.

Ainda de acordo com o ministro, poucos dias depois do anúncio da reunião com Bessent, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse publicamente que inibiria qualquer contato entre os governos.

Em publicação nas redes sociais, junto com o jornalista Paulo Figueiredo, o deputado negou a interferência.

“Não temos, nem pretendemos ter, qualquer controle sobre a agenda do secretário do Tesouro dos EUA. O sr. Bessent é um profissional admirável, que cumpre as diretrizes determinadas pelo presidente e preserva única e exclusivamente os interesses do povo americano”, afirmou Figueiredo em nota.

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Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, o deputado afirmou que os EUA planejam novas sanções ao Brasil, e que o presidente Donald Trump deve aumentar as penas devido ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL), que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de estado.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a atuação do parlamentar nos EUA. Em entrevista à revista Veja, o chefe da casa afirmou que Eduardo Bolsonaro age contra o Brasil.

“Nós temos que defender o nosso país, e eu penso que o deputado Eduardo Bolsonaro poderia até estar defendendo politicamente algo que ele acredita, defendendo a inocência do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas nunca atentando contra o país, porque quando isso acontece, eu penso que nem os seus eleitores e apoiadores concordam. Ninguém pode concordar em ter o seu país sendo prejudicado pela atitude de um parlamentar.

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