Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e o presidente da Rússia Vladimir Putin, realizam uma reunião na cidade de Anchorage, no Alasca, nesta sexta-feira (15).
É esperado que o encontro, que está previsto para às 16h (horário de Brasília), seja para discutir os rumos da guerra com a Ucrânia, principalmente sobre a possibilidade de um cessar-fogo. Segundo o republicano, o bate-papo tem como objetivo retomar as relações com a Rússia.
O encontro deve ocorrer em duas partes: a primeira será uma conversa entre os dois líderes, com a presença de intérpretes; depois, eles se reunirão novamente em um almoço com a presença das delegações. No final, Trump e Putin devem participar de uma coletiva de imprensa para compartilhar o que foi acordado.
Além de Putin, estão presentes também o ministro das relações exteriores Sergey Lavrov, o ministro da defesa Andrey Belousov, o assessor presidencial Yuri Ushakov, o ministro das finanças Anton Siluanov e o enviado especial Kirill Dmitriev.
Os EUA não revelaram participantes, e os membros da delegação americana não foram divulgados, nem os protocolos de segurança.
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Na capital, que é a maior do Alasca, manifestantes se reúnem para pedir o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia, que ocorre desde fevereiro de 2022. A reunião ocorre na Base Militar Conjunta Elmendorf-Richardson, que é isolada das ruas e com um controle rigoroso de acesso.
A Rússia deseja anexar o leste ucrâniano - que já é controlado por forças russas - onde estão capitais como Donetsk e a Criméia. Além disso, Putin não aceita que o país vizinho se torne membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aliança militar do ocidente, além de não reconhecer Volodymyr Zelensky como presidente da Ucrânia, uma vez que o mandato dele terminou no ano passado.
Zelensky não participa da reunião entre Trump e Putin e tampouco foi convidado. Com o apoio europeu, o político faz pressão e rechaça a reivindicação de parte do território ucrâniano.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o mês de julho deste ano foi o mais letal desde o começo da guerra. Durante o período, morreram 286 civis e 1390 pessoas ficaram feridas.
Ainda segundo a organização, nos primeiros sete meses de 2025, o número de mortos no conflito aumentou quase 50%. Ao todo, em mais de três anos de guerra, 12 mil civis morreram em ataques russos e 27 mil ficaram feridos.
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Assista a reportagem do Jornal da Tarde:
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