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Reprodução/ Redes Sociais
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A febre do Oropouche (OPO), transmitida pelo maruim (Culicoides paraensis), um inseto típico da Amazônia, está se espalhando para outras regiões do Brasil.

Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e do Instituto Butantan mapearam áreas de maior incidência da doença, que até 2023 era quase exclusiva dos estados da região amazônica.

Entre 2020 e 2021, foram confirmados cerca de 108 casos por exames sorológicos, a maioria na Amazônia. Em 2024, o número saltou para 10.940, distribuídos por vários estados do país, incluindo dois óbitos.

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Os dados indicam que a expansão do vírus está associada ao aumento das temperaturas, ao volume de chuvas e ao avanço do desmatamento.

“O Oropouche, assim como outros vírus, é silvestre. Ele circula em áreas de mata e, conforme esse ambiente é destruído, o vetor perde seu habitat natural e começa a invadir áreas urbanas, rurais e regiões de borda de floresta”, explica Camila Lorenz, bióloga do Instituto Butantan.

A febre do Oropouche é transmitida pelo mosquito maruim, também conhecido como mosquito pólvora. Os sintomas se assemelham aos de dengue, zika e chikungunya: febre, dor de cabeça, dores no corpo e náusea. Sem tratamento específico, o diagnóstico depende de exames clínicos e laboratoriais.

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“É fundamental trabalharmos no diagnóstico dessas doenças e no diagnóstico diferencial. Ao identificarmos os agentes infecciosos responsáveis por surtos ou epidemias, conseguimos adotar condutas governamentais mais eficazes para o controle da doença”, afirma Marcelo Otsuka, pediatra infectologista.

Em 2025, o Brasil já registrou mais de 11 mil casos da febre do Oropouche. Cinco mortes foram confirmadas: quatro no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo, estado que concentra a maioria dos exames positivos.