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Reprodução | TV Cultura
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As exportações de café do Brasil para os Estados Unidos registraram forte queda em agosto deste ano, impactadas pelo tarifaço norte-americano, em comparação com o mesmo período de 2024. Os dados são preliminares e foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Entre os dias 1º e 25 de agosto de 2025, o Brasil embarcou 193,9 mil sacas de café para os EUA, o que representa retração anual de 46,6%.

Somente em agosto, a queda foi de 55,24% em relação ao mesmo mês do ano passado. Quando comparado à média dos últimos cinco anos para o período, o recuo foi de 54,88%.

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Segundo o Cecafé, o principal motivo é a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, imposta pelo presidente Donald Trump e em vigor desde 6 de agosto.

“Em julho, as exportações foram em torno de 450 mil sacas. Comparando com este mês [agosto], houve uma queda expressiva nos embarques, reflexo da safra menor e do tarifaço”, afirma o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron.

Os Estados Unidos foram os maiores compradores do café brasileiro na safra 2024/25, adquirindo 7,46 milhões de sacas, o equivalente a 16,4% das exportações nacionais. Em 2024, a receita com vendas para o mercado norte-americano somou US$ 1,89 bilhão, segundo o portal InfoMoney.

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Na última quinta-feira (28), o governo brasileiro autorizou o início de uma análise sobre a possível aplicação da Lei da Reciprocidade contra os EUA. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) será responsável por avaliar se as tarifas se enquadram em situações previstas pela legislação. O prazo para um parecer final é de 30 dias.

Entre as medidas previstas na lei brasileira estão a imposição de tarifas adicionais, taxas extras ou restrições sobre importações. Outra possibilidade é o Brasil deixar de cumprir compromissos de acordos comerciais firmados com os Estados Unidos. A Lei da Reciprocidade foi aprovada em abril e regulamentada em julho.