O presidente francês, Emmanuel Macron, terá que nomear o quinto primeiro-ministro em menos de dois anos. O país vive uma persistente crise política e econômica.
O ex-chefe de governo, francês Bayrou, resistiu menos de nove meses no cargo. Apesar de moderado e de manter boas relações com os demais partidos da esquerda à direita, Bayrou não conseguiu mediar a disputa de forças no parlamento dividido e sem uma maioria.
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Cerca de 364 parlamentares negaram um voto de confiança a François Bayrou. Quase o dobro dos que votaram a favor.
O primeiro-ministro convocou o voto de confiança para saber se teria apoio para aprovar o orçamento de 2026. A proposta seria cortar mais de 43 bilhões de euros. Entre as medidas, ele previa congelar inclusive gastos com assistência social e aposentadoria, enxugar o número de funcionários públicos e eliminar dois feriados do calendário.
A crise na segunda maior economia da união europeia pode afetar o bloco como um todo. A dívida interna francesa é 114% maior que o PIB do país.
Cerca de 8% dos franceses estão desempregados. O índice é maior que a média da zona do euro, mas não foge à realidade das demais grandes economias da região.
A pobreza também assusta os países mais ricos da Europa. A França tem o pior índice em 30 anos, com 15% da população vivendo com menos. O país também não escapou da tendência global e enfrenta o crescimento da desigualdade social.
Sindicatos e organizações civis convocaram manifestações contra o governo para quarta-feira (10).
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