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Reprodução | TV Cultura
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As cavernas brasileiras guardam registros milenares por meio das formações rochosas e pinturas rupestres, feitas por povos antigos. O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) coordena um mapeamento inédito desses ambientes naturais para aprimorar o turismo e fortalecer a preservação.

O Brasil tem quase 30 mil cavernas registradas em todo o território. Além de guardarem parte da história, esses patrimônios naturais também são grandes arquivos de registros climáticos do passado.

Diante desta importância, é preciso lembrar que esses ambientes são frágeis e altamente vulneráveis aos impactos de atividades humanas. Ao Repórter Eco, Diego Bento, analista ambiental do ICMBio/Cecav, explica que a prática da mineração é uma das que mais impacta a estrutura das cavernas.

Não só porque ela [mineração] abrange mais áreas, mas também porque ela precisa extrair rocha para que você tenha acesso a esses minerais. Então, você acaba destruindo o ambiente”, diz.

Além disso, o especialista afirma que a preservação desses espaços naturais também pode ser afetada pelo desmatamento, agropecuária, estradas, linhas de transmissão e o turismo desordenado.

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O efeito da “PL da Devastação”

Outra ameaça às cavernas do Brasil é a aprovação de grande parte do projeto de lei 2159/21, conhecido como “PL da Devastação”, que, mesmo com vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fragiliza as regras do licenciamento ambiental.

“A gente fala até 30 mil cavernas no Brasil conhecidas, mas há estudos que falam que o potencial é para 200 mil ou até mesmo um milhão de cavernas. Então, boa parte dessas cavernas foram identificadas durante estudos de licenciamento ambiental, que muitas vezes só ocorreram porque o órgão ambiental exigiu (...) na hora que você não tem quem cobre, então, há um risco muito grande de várias cavernas não serem identificadas e venham a ser destruídas ou impactadas de alguma forma”, alerta Bento.

Para proteger e até recuperar esses ambientes únicos, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima lançou, em 2021, o Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico Brasileiro. O Pan Cavernas, coordenado pelo ICMBio, estabelece ações de incentivo à pesquisas científicas, capacitações para instalação de estruturas adequadas que garantam a visitação com mínimo impacto, treinamento para guias de turismo e planos de manejo. Atualizado em 2025, a novidade fica por conta de um mapeamento inédito de áreas prioritárias de conservação das espécies que só ocorrem nesses ecossistemas.

Assista ao último Repórter Eco na íntegra: 

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