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Tenho começado os anos aqui na coluna com uma lista de desejos: HQs que eu adoraria ver publicadas aqui no Brasil. Até que tenho dado sorte: o mangá “Fênix”, de Osamu Tezuka; o romance “Lore Olympus”, da neozelandesa Rachel Smythe; e “Starman”, grande HQ de super-heróis escrita por James Robinson, foram publicadas. Outras, claro, não vieram... ainda.

Escrevo hoje sobre cinco HQs que torço que saiam por aqui. Tem da África, da Ásia, da Europa e uma de super-heróis que passa bem longe do convencional.

Djarabane”, de Adjim Danngar

Não se preocupe se você não souber em que país fica Djamena, cidade natal de Adjim Danngar. Afinal, temos acesso a poucas informações do Chade por aqui. Só isso já conta como ponto positivo para “Djarabane” – mas, claro, não seria o suficiente. Esta obra foi uma das que recebeu destaque no Festival de Angoulême, na França, o mais prestigioso da Europa – quiçá do mundo. Para abordar questões sociopolíticas da África contemporânea, Danngar foca seu olhar em Kandji, um inocente porém questionador menino de sete anos no Chade dos anos 80.

Fire!”, de Hideko Mizuno

Este premiado mangá shoujo (voltado para leitoras pré-adolescentes e adolescentes) saiu originalmente no Japão entre 1969 e 1971 e traz um protagonista homem, uma raridade dentro do gênero. O protagonista Aaron Browning é um adolescente americano que passa longe do estereótipo de “bom moço”. Após passar um tempo em uma prisão juvenil, começa a praticar música quando sai da cadeia e funda a banda “Fire!”.





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Patrulha do Destino”, fase escrita por Rachel Pollack

Adoro a Patrulha do Destino desde sua criação: um supergrupo que foge dos estereótipos dos super-heróis perfeitos (ou quase isso). Estes heróis subiram de patamar com a incrível fase de Grant Morrison (que inspirou a incrível série de TV). E ficou difícil manter o patamar depois delu, mas Rachel Pollack conseguiu criar histórias atraentes e ainda acrescentar personagens interessantíssimos ao grupo, como a Memória Falsa, os Bandage People e a Coágula.



Pogo”, de Walt Kelly

A forma fofa deste gambá humanizado pode dar a entender que esta HQ seja voltada ao público infantil. E, embora as crianças também gostem, é bem mais do que isso. O norte-americano Walt Kelly publicou, de 1948 a 1975, um dos mais emblemáticos quadrinhos dos EUA e, talvez, do mundo. Suas histórias trazem críticas sociais e ecológicas, além, claro, de humor. Algumas histórias saíram no Brasil (segundo o site Guia dos Quadrinhos, em apenas quatro edições da revista “O Grito” lançadas entre 1971 e 72), mas, para mim, uma série desta envergadura merece uma edição completa e bem caprichada.

Uma curiosidade: o celebrado escritor britânico Alan Moore dedicou uma edição inteira de sua passagem pelo Monstro do Pântano, da DC, para homenagear a criação de Kelly. Trata-se da história “Pog”, e o Monstro do Pântano contracena com alienígenas que lembram imensamente Pogo e seus amigos. Esta lírica homenagem pode ser conferida no segundo número de “A Saga do Monstro do Pântano”, da Panini.

Sambre”, de Yslaire

Para nós, fãs de quadrinhos, Bruxelas é conhecida como a capital europeia das HQs (ou uma das). Sua “Striproute van Brussel” (Rota dos Quadrinhos) tem nada menos do que 55 lindas imagens de personagens estampados em prédios e construções. Quando passeei por lá, uma delas, um anjo!, me impressionou tanto pela beleza que tive de ir atrás de obras de seu autor. Foi assim que conheci o belga Yslaire, e “Sambre” é minha obra favorita dele. Trata-se de um épico sobre uma família amaldiçoada (ou não) que envolve drama, amor e suspense em icônicas imagens.

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