CPI da Covid pedirá o indiciamento de Bolsonaro por 11 crimes, segundo Renan Calheiros
O relator da Comissão afirmou que o Chefe do Executivo deve responder por prevaricação, crime contra humanidade, crime de responsabilidade, entre outros
15/10/2021 16h21
O relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), falou nesta sexta-feira (15) em entrevista à CBN sobre o relatório final produzido pela Comissão. Segundo Calheiros, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) será indiciado por 11 crimes. Além do chefe do executivo, ministros, ex-ministros e filhos do presidente também devem ser responsabilizados.
Os crimes cometidos pelo presidente foram: Epidemia com resultado morte; infração de medidas sanitárias; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documento particular; charlatanismo; prevaricação; genocídio de indígenas; crimes contra a humanidade; crimes de responsabilidade; e homicídio por omissão.
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“Homicídio por omissão significa, em outras palavras, que o presidente da República descumpriu seu dever legal de evitar a morte de milhares de brasileiros durante a pandemia”, explicou o relator.
Além de Bolsonaro, ao menos 40 pessoas também serão indiciadas no relatório final da CPI, como o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, Elcio Franco, e os filhos do presidente, que devem ser investigados por propagação de fake news.
Pazuello deve ser investigado por cometer os crimes de: Epidemia com resultado em morte; incitação ao crime; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação, comunicação falsa de crimes; genocídio indígenas e crimes contra humanidade.
"O general Pazuello não foi investigado em nenhuma circunstância como militar, como general, como representante do Exército Brasileiro, que é uma instituição respeitada. Ele foi investigado como ministro da Saúde", disse Renan. "Em todos os momentos nós fizemos a separação das coisas. Uma coisa é o Ministério da Saúde, outra coisa é o Exército Brasileiro", afirmou Calheiros.
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O relatório final deve ser lido na próxima terça-feira (19) e votado na quarta-feira (20).
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